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Autarcas dos concelhos raianos querem que fronteiras reabram ou haja uma passagem por município

Autarcas dos concelhos raianos querem que fronteiras reabram ou haja uma passagem por município
  • 11 de Fevereiro de 2021, 09:11

Querem que reabram ou que seja assegurada uma passagem por município.

No Nordeste Transmontano, assinaram a carta, enviada a Eduardo Cabrita, com estas reivindicações, os autarcas de Vinhais, Bragança, Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, ou seja, todos os concelhos raianos no distrito.

O presidente da câmara de Vimioso, Jorge Fidalgo, reivindica que a fronteira possa estar aberta pelo menos alguns períodos do dia.

“Não é a fronteira aberta que traz mais casos de covid, até porque a própria circulação já está muito condicionada nos dois lados da fronteira. O ministro justifica com a questão da necessidade de conter a pandemia, percebemos isso, mas não era por aí. Até porque quem quiser entrar no país, por exemplo os nossos emigrantes, vão poder fazê-lo por Miranda do Douro ou por Quintanilha”, salientou Jorge Fidalgo.

O autarca propôs mesmo que o município preste apoio logístico às autoridades para controlar a fronteira em Vimioso:

Já a presidente de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas, defende que as fronteiras sejam reabertas. Para a autarca não se justifica que as pessoas que precisam de se deslocar entre os dois países tenham de percorrer centenas de quilómetros a mais, já que têm de usar o ponto de passagem de Vilar Formoso ou o de Miranda do Douro.

“Não se justifica que as fronteiras estejam fechadas. O nosso país está confinado, Espanha também, as pessoas que precisam de atravessar a fronteira são aquelas que trabalham ou de lado ou do outro e ficam impossibilitadas de passar e têm que fazer quilómetros e quilómetros”, afirmou Maria do Céu Quintas.

Apesar de no concelho de Bragança haver um ponto de passagem autorizado aberto em permanência em Quintanilha o presidente da câmara Hernâni Dias também assinou esta carta. Entende que é necessário que o encerramento das fronteiras seja revisto.

“Evidentemente que esta restrição de passagem provoca muitos constrangimentos e houve o entendimento de fazer uma reivindicação junto do Governo, para que houvesse uma atitude diferente relativamente a este assunto, facilitando algumas situações de passagem”, disse Hernâni Dias. A declaração conjunta entre os municípios fronteiriços, é uma forma de mostrar o desagrado com esta medida do Ministério da Administração Interna sem ouvir os autarcas.

Miranda do Douro também é um ponto de passagem no distrito, mas com horário especifico, duas horas de manhã e duas à tarde. O presidente da Câmara, Artur Nunes, considera que o tempo não é suficiente e é preciso alargar o horário.

“Duas horas é muito pouco, porque aquilo que temos verificado é que do lado espanhol, por exemplo, temos filas enormes à espera das seis horas da tarde para poder passar para portugal. Isso significa que deveria ser também alargado esse horário de passagem”, reivindicou Artur Nunes.

Na região, Montalegre foi outro dos signatários desta carta de protesto.

Escrito por Brigantia

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