Catarina Martins diz que ainda é possível reverter negócio de venda das barragens
Declarações de Catarina Martins, durante uma visita, ontem, à barragem de Miranda do Douro. “Ainda é tempo de reverter este negócio. O governo tem de fazer uma escolha: ou apoia o desenvolvimento desta região e reverte o negócio ou é cúmplice das negociatas da EDP”, afirmou.
Segundo a líder do Bloco de Esquerda, ainda houve a esperança de que o imposto de selo no valor de 110 milhões de euros, resultante da venda das seis barragens, ficasse no território após uma alteração legislativa.
Mas isso não aconteceu. “O governo decidiu fechar os olhos ao esquema que a EDP montou para fugir aos impostos na venda das barragens. São 110 milhões de euros que estavam prometidos ao povo transmontano e que não estão a ser pagos”, referiu.
Catarina Martins disse ainda que o Bloco já pediu explicações aos ministros do Ambiente e das Finanças.
Foi também pedida uma série de documentos sobre os contornos deste negócio, incluindo pareceres e decisões que o fundamentaram.
A 13 de Novembro de 2020, foi anunciado que a Agência Portuguesa do Ambiente tinha aprovado a venda à francesa Engie de barragens da EDP (Miranda, Bemposta, Picote, Baixo Sabor, Feiticeiro e Foz-Tua).
O negócio envolveu 2,2 mil milhões de euros. Escrito por Rádio Ansiães (CIR).