Verdes voltam questionar ministério do Ambiente sobre a reparação das escombreiras das minas de Portelo
Há dez anos que a situação da antiga exploração tem provocado o assoreamento do rio Pepim e traz consequências para as aldeias da Aveleda e Portelo. Em Agosto do ano passado, a deputada Mariana Silva já tinha questionado o ministro do Ambiente sobre se iria ou não resolver esta situação e até agora não obteve qualquer resposta.
“Voltámos a questionar para perceber se este problema, que dura há dez anos, ainda vai manter-se por muito mais tempo. Esta grave situação tem relevantes impactos ambientais, sociais e económicos sobre a região que tem apostado cada vez mais no ecoturismo e em investimentos na valorização ambiental do território”, salientou.
No Outono passado, a Agência Portuguesa do Ambiente financiou com 56 mil euros a remoção de areias no açude da aldeia de Aveleda. Foram retirados 80 cm de sedimentos e recuperadas as margens. Mas o presidente da União de Freguesias de Aveleda e Rio de Onor, Mário Gomes, diz que esta intervenção apenas resolve no imediato.
“Este ano não houve inundações, porque rebaixamos o leito, mas volta tudo ao mesmo. Não diria que tem a mesma quantidade de areias, mas para lá caminhamos”, afirmou.
A recuperação das escombreiras e o desassoreamento é da responsabilidade da Empresa de Desenvolvimento Mineiro. Numa primeira fase, em 2012, foi feita uma intervenção. Ainda assim, não foi suficiente e ficou programada uma segunda fase que nunca chegou a acontecer. A União de Freguesias tentou estabelecer contacto, mas as respostas foram poucas.
Neste momento está em concurso o projecto de caracterização ambiental da zona, para depois ser elaborado o projecto de execução, que consiste na estabilização dos taludes e desassoreamento. Resta saber quanto tempo passará até o projecto ser posto em prática. Escrito por Brigantia.