Região

Movimento da Terra de Miranda insta Governo cobrar de imediato IMI sobre as barragens do Douro Internacional

Movimento da Terra de Miranda insta Governo cobrar de imediato IMI sobre as barragens do Douro Internacional
  • 23 de Abril de 2021, 09:57

Os responsáveis desta organização entendem que as barragens são imóveis de que a EDP era titular exclusivo e privado, já que integravam o património e estavam no balanço da empresa. Por isso, consideram que o negócio da venda das barragens tem de ser sujeito a este imposto, como sublinha Aníbal Fernandes.

“Há um despacho da directora-geral da Autoridade Tributária que diz que este tipo de instalações está sujeito a IMI e confirmou que esse despacho não tinha sido revogado. As barragens estão no balanço da EDP, uma coisa e a concessão, e a partir daí os imóveis e bens pertencem ao seu balanço”, refere.

O movimento argumenta ainda que não há declaração de utilidade pública e nem nenhum cadastro de bens do Estado que isente a empresa de pagar Imposto Municipal sobre Imóveis e, pela mesma razão, a empresa já deveria estar a pagar IMI sobre estas barragens há muitos anos.

“Temos um anova moda em Portugal que é a prescrição e os impostos de há 4 anos já prescreveram.  No caso concreto das câmaras de Mogadouro e Miranda do Douro estão a ser lesadas há muitos anos. Antes que prescreva outra vez, faça-se a cobrança devida”, referiu.

Entretanto, o PSD perguntou ao governo porque motivo não foi feita a avaliação económica aprofundada às barragens. Segundo a deputada social-democrata eleita por Bragança, Isabel Lopes, a avaliação foi defendida pela Agência Portuguesa do Ambiente e que chegou a ser anunciada pelo ministro do Ambiente, mas nunca se realizou.

“A EDP conseguiu por um preço e conseguiu vender por três vezes mais desse valor. O senhor ministro do Ambiente disse que as barragens iam ser reavaliadas pra voltar a ver que impostos teriam de ser cobrados por esse novo valor, mas mais uma vez recuou, houve alterações”, afirmou.

O Ministério do Ambiente diz que as barragens que a EDP vendeu à Engie só teriam de ser avaliadas caso o negócio incluísse uma modificação aos termos da concessão.

Já segundo a EDP, a venda das seis barragens não beneficiou de isenção de Imposto de Selo, porque a empresa entende que a transacção não estaria sujeita ao imposto de qualquer forma.

A EDP diz que a nova redação de 2020 da lei do Estatuto dos Benefícios Fiscais não iria ser aplicada ao negócio e que a alteração foi “absolutamente indiferente” porque o negócio não foi um trespasse ou venda de activos, mas uma alienação de do capital social de uma sociedade num processo de cisão.

A venda de seis barragens transmontanas concretizou-se em Dezembro de 2020 pelo valor de 2,2 mil milhões de euros e como já foi confirmado não foi pago IMI nem Imposto de Selo referente a esta transação. Escrito por Brigantia.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin