Movimento de Miranda considera “atitudes indignas de uma democracia” inquérito levantado a um dos membros
O assunto foi levado, ontem, ao plenário pelo líder do Partido Social Democrata, Rui Rio, que acusou o Ministério das Finanças de querer calar estes cidadãos.
“Numa perseguição absolutamente intolerável ao jeito do Estado Novo, o Ministério das Finanças abriu um processo de inquérito a um funcionário da Autoridade Tributária, porque é membro do Movimento e nessa qualidade redigiu um dos documentos técnicos. Isto é inadmissível, isto é tentar calar as pessoas pela coacção, isto é pidesco”, afirmou o líder do PSD.
Um dos membros do movimento, Aníbal Fernandes, confirma o processo de inquérito, dizendo que não passam de atitudes indignas de uma democracia e criticou a posição do ministro do Ambiente e Acção Climática.
“O próprio ministro vai-se decompondo em narrativas e explicações de que o Movimento só existe para o atacar. Nós rejeitamos veementemente esta atitude e vamos apelar a todos os órgãos de soberania para que se ponha cobro a estas atitudes, que são indignas de uma democracia”.
Aníbal Fernandes vai mais longe e afirma que tem sido feito de tudo para calar o Movimento Terras de Miranda.
“Tudo isto é ridículo. É o símbolo de um Estado falhado e há pessoas que estão à frente dos cargos e não têm dignidade para os exercer”, acrescentou Aníbal Fernandes.
Em resposta a Rui Rio, o primeiro-ministro disse que lhe custa “acreditar que tenha havido a abertura de um inquérito por delito de opinião ou pela elaboração de um documento”, mas que “se aconteceu é inaceitável”.
Escrito por Brigantia