Desporto

Carlos Santos (EFAP): “Isto é um retrocesso, há miúdos que vão começar praticamente do zero”

Carlos Santos (EFAP): “Isto é um retrocesso, há miúdos que vão começar praticamente do zero”
  • 26 de Maio de 2021, 14:48

A opinião é de Carlos Santos, presidente da Escola Arnaldo Pereira, que fala mesmo de um retrocesso na formação. “Isto é um retrocesso. Há miúdos que vão começar praticamente do zero. Os mais velhos, os juniores, têm que recuperar os índices físicos, pois muitos deles engordaram”.

Com a paragem das competições e dos treinos, entretanto retomados há cerca de um mês, a Escola Arnaldo Pereira, à semelhança de outras colectividades, viu reduzir o número de atletas. As finanças do clube também foram afectadas. “Quer na questão das mensalidades, que deixamos de receber, quer em termos de patrocínios, que naturalmente dada a situação actual das empresas não temos como ir lá receber”.

A retoma da actividade também trouxe custos à escola, já que todos os atletas tiveram que ser testados à Covid-19. “Tivemos que contratar uma empresa para fazer os testes a todos os miúdos que retomaram a prática desportiva. Nós assumimos esse custo”.

Nesta retoma, a Escola Arnaldo Pereira tem alguns condicionalismos em termos de espaços. Os mais novos estão a treinar ao ar livre já que o novo pavilhão desportivo da cidade de Bragança ainda não está disponível e o Municipal Arnaldo Pereira está a servir de Centro de Vacinação para a Covid-19. “Quando foram atribuídas as horas e os espaços aos clubes fomos colocados no novo pavilhão, que ainda não foi inaugurado. Fomos forçados a fazer o que não queríamos que é treinar ao ar livre. Não é o melhor para a prática de futsal, mas nesta fase, depois de terem estado parados mais de um ano, o mais importante é voltarem a a fazer exercício físico”.

Sobre o regresso das competições distritais, Carlos Santos mostra-se optimista. “Quero acreditar que na próxima época vamos estar em condições de realizarmos uma época normal. É que se for como esta temporada será impossível para os clubes face a tantas exigências”.

A Escola Arnaldo Pereira conta com cerca de 60 atletas numa fase em que foram retomados os treinos, depois da paragem de mais de um ano devido à pandemia da Covid-19.

 

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