Casamentos e baptizados adiados pela segunda vez devido às restrições impostas pelo governo
Depois de, no primeiro Verão condicionado pela pandemia, muitas festas de casamento, baptizados ou outros eventos familiares terem sido adiados, havia a expectativa de que o sector iria recuperar e que as festas iriam acontecer este ano, mas muitas estão a ser novamente adiadas.
Carlos Sá e a noiva tinham pensado casar em 2020, mas com a pandemia adiaram para este ano, estando reagendado a boda para meados de Agosto. No entanto, o casal de Bragança a morar em França ainda não têm a certeza se vai mesmo conseguir casar este ano.
“Falaram que tínhamos que fazer testes, mas não tínhamos a certeza que tipo de testes eram. Vamos 100 pessoas no casamento, se cada teste custa 30,40 ou 50 euros não compensa. E se as coisas não estiverem muito famosas em termos de pandemia não vale a pena arriscar, porque pode meter pessoas em perigo. Entre estar a retirar pessoas convidadas ou anular, preferimos anular”, referiu.
Apesar de admitir adiar mais uma vez o casamento, Carlos espera não ter de o fazer.
Viriato Lico, proprietário da Quinta Pata da Moura, no concelho de Bragança, conta que muitos clientes que marcaram do ano passado para este, estão a reagendar para o próximo ano, porque ainda não sentem confiança para fazer o evento. Este Verão há poucas marcações, mas diz que tem tido muitas reservas para 2022.
Quanto à necessidade de realizar testes em eventos familiares, como casamentos e baptizados, com mais de 10 pessoas, refere que ainda não está bem a par de como será o processo e diz que se vai informar para saber quais as exigências.
Também Paulo Gomes, da Quinta das Queimadas em Bragança, confirma que a tendência do último ano, de realizar menos eventos e mais pequenos, se mantém. Segundo o empresário, este ainda não é o ano de recuperação do sector.
“Houve no início alguma esperança de que este ano fosse melhor que o anterior e o que acabou por se ver foi que praticamente não mudou muito, os eventos continuam a ser pequenos e a ser poucos. Tenho casos de casamentos que adiaram para este ano e este ano voltaram a adiar para o ano”, contou.
Também o fotógrafo Rui Pereira diz que a maioria das festas está a ser adiada para quando se puderem realizar se restrições, e as que se realizam são aquelas que contam com um número mais reduzido.
“Baptizados vão haver muitos. Estão a marcar porque um baptizado, normalmente, tem entre 20 a 30 pessoas e é por isso que estão a marcar”, disse.
A pandemia continua a fazer adiar muitos eventos.
Escrito por Brigantia