CDU apresenta candidatos às câmaras e assembleias municipais em todos os concelhos do distrito
Até agora, eram conhecidos os candidatos de Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Vinhais e Carrazeda de Ansiães. Nos restantes concelhos, os nomes já foram anunciados, sendo que falta saber os candidatos às câmaras de Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso, assim como às assembleias também de Vimioso e de Miranda do Douro.
Fátima Bento, da Direcção da Organização Regional de Bragança do PCP, sublinha que o objectivo é chegar cada vez a mais concelhos. “Como em anos anteriores, vamo-nos candidatar a todos os concelhos e a todos esses órgãos. Quanto às freguesias, ainda estamos a determinar quais em concreto. Para nós, um bom resultado é a possibilidade de falar com muito mais amigos e pessoas, num contexto em acaba ser mais fácil identificar problemas. Um bom resultado é chegar a regiões a que é sempre mais difícil chegar com regularidade”.
Neste momento, a CDU tem eleitos em assembleias de freguesia e nas assembleias municipais de Bragança e de Mirandela. “O nosso objectivo não ‘queremos aqui ou ali’. Trabalhamos, como noutras eleições, no alargamento de contactos. Os eleitores, decidirão, nesse dia, se o voto recaí ou não na CDU. Esperemos que sim”.
Em Bragança, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, assinalou, no seu discurso, que não é sério falar de descentralização quando sucessivamente se adiada a regionalização. “Somos uma força, que como nenhuma outra, valoriza e se identifica com a inovadora e singular matriz do poder autárquico nascido com a revolução de Abril. Um poder local que tem ainda por cumprir, no seu edíficio constitucional, a criação das regiões administrativas, sucessivamente adiadas pela mão do PS, PSD e CDS. Não é sério falar de descentralização quando se persiste em negar a regionalização, suportados em simulacros como os da chamada democratização das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional), de facto, um logro e uma farsa. O país precisa, sem hesitações, de concretizar a regionalização como factor de coesão, aproveitando as riquezas e potencialidades de cada região”.
Jerónimo de Sousa lamentou ainda que, no distrito, a aposta na agricultura seja constantemente adia pelos sucessivos governos. “Somaram-se, nos últimos anos, intempéries e catástrofes sucessivas, com grandes incêndios à cabeça, com a presença destruidora de animais selvagens e com intensos granizos. Situações que o Governo responde assobiando para o lado, falando de seguros, quando sistematicamente se opões à proposta do PCP, de criação de um seguro público, para todos os beneficiários da PAC. Governo que não assegura a utilização de todo o potencial agrícola da região, desprezando o Complexo do Cachão”.
Os restantes candidatos às câmaras e assembleias municipais serão conhecidos até ao final do mês.
Escrito por Brigantia