Futebol: GD Moncorvo quer realizar um campeonato tranquilo sem olhar para a classificação
O Moncorvo regressou ao futebol sénior, após uma ausência de três épocas, e depois de ter liquidado um passivo de 200 mil euros, que quase levou o clube à insolvência.
Alfredo Pinto, presidente do clube, confessa que foi uma tarefa complicada que implicou mesmo a eliminação de postos de trabalho. “Tivemos que tomar algumas atitudes. Foi necessário despedir pessoal que estava contratado, pois representava uma despesa enorme sem que essas pessoas tivessem alguma coisa que fazer. Logicamente que a culpa não era dessas pessoas mas sim da direcção anterior. Negociámos com essas pessoas, os direitos foram pagos em três anos e agora é tocar a viola para a frente como se costuma dizer”.
Actualmente, o Moncorvo é um clube estável financeiramente e Alfredo Pinto frisa que não pretende assumir qualquer subida de divisão. “Se olharmos para os clubes do distrito, com excepção do S.C. Mirandela, todos vão e vêm, tão depressa sobrem como descem. Não queremos entrar nessa rotina. A meta é vencer o próximo jogo, se conseguirmos óptimo, se não paciência”.
Ainda assim, Alfredo Pinto garante um grupo competitivo. “O nosso objectivo é fazer um campeonato tranquilo e vencer o máximo de jogos possível. Não importa se vamos ficar em quarto, quinto ou último. O importante é que a equipa dê o máximo”.
Urgel Carvalho, técnico do Moncorvo, alinha pelo mesmo discurso do presidente. “Eu quero que os jogadores lá dentro dêem tudo e o resto vem por acréscimo. Qualidade técnica têm e agora falta o resto”.
O Grupo Desportivo de Moncorvo vai a jogo no domingo, em casa, frente ao GD Mirandês, uma partida relativa à segunda jornada da Divisão de Honra Pavimir.