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Partidos querem saber qual o resultado da inspecção da AT à venda das barragens pela EDP

Partidos querem saber qual o resultado da inspecção da AT à venda das barragens pela EDP
  • 8 de Outubro de 2021, 09:21

No debate parlamentar de ontem, Rui Rio, líder do Partido Social Democrata, aproveitou a presença do primeiro-ministro para questionar quando será conhecido o resultado da inspecção ao negócio para determinar se houve ou não fuga ao pagamento de impostos, processo que a Autoridade Tributária (AT) iniciou em Abril.

“A Autoridade Tributária ainda não foi capaz de apresentar um parecer que o Movimento das Terras de Miranda conseguiu elaborar numa semana e de alta qualidade técnica. A pergunta que eu faço é: na AT estão todos doentes, acabou o toner lá nos serviços, estão de quarentena, não acha esquisito que volvidos 11 meses a AT não conseguiu produzir um parecer e quando vai aparecer esse parecer”, questionou.

O primeiro-ministro, António Costa, não respondeu directamente quando será conhecido o resultado da inspecção, mas mostrou-se descansado porque entende que a Autoridade Tributária não iria perder a oportunidade de cobrar qualquer imposto.

“Relativamente ao andamento dos trabalhos da AT não lhe sei dizer, mas posso transmitir a curiosidade do senhor deputado de saber em que data está prevista a obtenção dessa informação por parte da AT. Mas se há dúvida que os portugueses não têm é que a AT não perde uma oportunidadezinha de cobrar um cêntimo devido e que possa cobrar”, afirmou.

Também Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, não deixou cair o tema e anunciou que vai chamar a Directora Geral da Autoridade Tributária à Assembleia da República.

“Acho estranho que não saiba nada sobre aqueles 110 milhões que a EDP já devia ter pago em Janeiro de Imposto de Selo. O BE vai chamar a Directora-Geral da AT e o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais aqui ao parlamento, porque não é normal que meses depois não haja nenhuma decisão sobre esta matéria, quando é obvio que, se toda a gente paga os seus impostos a EDP tem de os pagar”, refere.

A venda das barragens, por 2,2 mil milhões de euros, aconteceu há 10 meses, no final de Dezembro do ano passado. O pagamento de impostos, nomeadamente o de selo é reclamado pelo Movimento Cultural da Terra de Miranda e por vários partidos políticos.

Já a EDP argumenta que a venda da concessão não beneficiou de isenção fiscal porque a forma como a operação decorreu não está sujeita a imposto de selo. Escrito por Brigantia.

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