Greve da Função Pública encerra duas escolas em Bragança e provoca constrangimentos noutras
A paralisação foi convocada pela Frente Comum, afecta à CGTP. A estrutura sindical reivindica aumentos para todos os trabalhadores, um salário mínimo de 850 euros e o descongelamento das carreiras.
No distrito de Bragança, a adesão à greve ronda os 40%, segundo informação da estrutura sindical. Os serviços de saúde são dos que registaram mais constrangimentos, em vários pontos da região, nomeadamente, no centro de saúde da Sé em Bragança, onde consultas foram adiadas. Também na capital de distrito, o serviço de finanças esteve hoje fechado.
Na educação, em Bragança, o agrupamento de escolas Abade de Baçal tem as escolas sede e a Augusto Moreno fechadas. Segundo a directora, Teresa Sá Pires, a adesão à greve foi perto dos 100% e sem funcionários não estão reunidas as condições para manter os estabelecimentos abertos. “Nós neste momento não temos actividades lectivas nas escolas sede e Augusto Moreno e estamos a aferir as outras escolas do agrupamento. Houve uma grande adesão, não de 100%, mas quase. Sem funiconários não é possivel, inclusive alguns funcionários da cozinha não vieram trabalhar e isso é fundamental”.
Também a Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro está encerrada devido à greve da função pública.
Quanto ao agrupamento de escolas Miguel Torga, a directora, Fátima Fernandes, disse que as duas escolas estão abertas, quer o centro escolar, quer a sede de agrupamento. O único constrangimento é na cantina, o que significa que os alunos não puderam almoçar hoje nas escolas.
Ao que conseguimos apurar, as escolas do agrupamento Emídio Garcia também estão abertas.
A greve pode ter ainda impacto noutros serviços, como hospitais e serviços públicos.