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Museu do Abade de Baçal e a Domus Municipalis de Bragança vão receber intervenções de requalificação

Museu do Abade de Baçal e a Domus Municipalis de Bragança vão receber intervenções de requalificação
  • 22 de Novembro de 2021, 08:16

A ministra Graça Fonseca considera que é importante que as intervenções possam acontecer em colaboração com as autarquias. “Temos estado a realizar, com alguns municípios, estes acordos de cooperação. O município de Bragança, em articulação com a Direcção Regional de Cultura do Norte, vai poder intervir neste museu, em jeito de cooperação, que nos parece a melhor forma de trabalhar, entre o município, a direcção e o Estado. As intervenções, no museu e na domus, rondam, em investimento, os 650 mil euros. Aqui, no museu, a empreitada vai começar em 2023 e prevê-se que acabe em 2024”.

Além da valorização e salvaguarda do património cultural, o investimento prevê também trazer as infraestruturas para o século XXI, já que parte da dotação será afecta à transição digital das redes culturais. “Para a transição digital importa destacar dois elementos: a instalação de infraestruturas wi-fi e, também muito importante, a digitalização do espólio. Uma das componentes importantes do Plano de Recuperação e Resiliência, na área da cultura, é precisamente a digitalização do espólio. Isto tem um duplo objectivo: preservação de espólios importantes para o futuro e, a partir dessa digitalização, conseguir fazer visitas virtuais”.

No museu do Abade de Baçal as intervenções físicas terão um custo de 413 mil euros, para melhoria da climatização e iluminação. Já o investimento na área tecnológica de 200 mil euros, que Amândio Felício, director do espaço museológico, espera que o tornem mais acessível aos diferentes públicos. “Será possível ter guias digitais, ter, no fundo, elementos de interpretação das obras em exposição, que são permanentemente actualizadas e vão poder ser imediatamente acedidas pelos visitantes através do seu smartphone ou tablet. Isto contribui para uma certa democratização deste acesso aos conteúdos do museu. Também se vão criar conteúdos acessíveis para diferentes públicos que possam ter diferentes necessidades. Vamos ter a possibilidade de ter textos em quatro ou cinco línguas sem ocupar uma parede, ou, por exemplo, material áudio descrito para pessoas cegas ou com baixa visão e material vídeo descrito, para pessoas com baixa audição ou surdas”.

Para o presidente da câmara de Bragança, Hernâni Dias, o investimento na área cultural é importante, e aproveitou a presença da ministra para reivindicar apoio para requalificação de outros equipamentos da cidade. “Vamos conseguir concretizar as obras, sendo que são financiadas. Gostaríamos também que outros equipamentos culturais do município pudessem vir a ser objecto de intervenção, no âmbito destes fundos. Temos a biblioteca municipal que carece de intervenção, assim como o teatro, em alguns pontos interiores mas também exteriores. E até equipamentos que não são da nossa responsabilidade, como o castelo de Bragança que precisa de pequenas intervenções”.

No distrito de Bragança estão previstos investimentos no valor de 2 milhões e 200 mil euros que passam para museus, bibliotecas e cineteatros.

Escrito por Brigantia

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