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Movimento Cultural da Terra de Miranda cria plano estratégico com 34 medidas para desenvolvimento do território

Movimento Cultural da Terra de Miranda cria plano estratégico com 34 medidas para desenvolvimento do território
  • 24 de Novembro de 2021, 09:42

Foram identificados alguns entraves ao desenvolvimento, que pretendem resolver, como a falta de investimento na língua mirandesa, a riqueza que é gerada nas barragens e que não fica nas suas terras e também o colapso de produção agrícola, explica José Maria Pires, membro do movimento.

“O planalto mirandês sempre foi uma das zonas mais produtivas em termos agrícolas do país, no entanto, não o é actualmente, houve um colapso na produção agrícola e pecuária na nossa terra, nos últimos 60 anos, que tem a ver com a falência do minifúndio”, sublinha.

Do plano estratégico fazem parte 34 projectos, entre eles a recuperação dos sete castelos do planalto mirandês que estão actualmente em ruínas e que podem ser uma alavanca para a atrair turistas.

“A Terra de Miranda tem sete castelos, que estão todos em ruína, eu diria mais, estão em escombros. Estes castelos foram essenciais para a fundação do estado português e para a manutenção da independência nacional. Esses castelos são fundamentais para atrairmos turismo”, sublinhou.

Para José Maria Pires o despovoamento destes territórios deve-se a políticas tomadas ao longo dos últimos 60 anos e afirma que é urgente fazer alguma coisa para inverter esta situação.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda vai fazer chegar o documento aos autarcas de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, para debate e recolha de contributos e depois será enviado ao Governo e à Comissão Europeia com o intuito de atrair investimento para estes territórios. Escrito por Brigantia.

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