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Advogado do município de Mirandela critica demora da justiça na decisão sobre concurso público feito há 12 anos

Advogado do município de Mirandela critica demora da justiça na decisão sobre concurso público feito há 12 anos
  • 11 de Janeiro de 2022, 10:31

Paulo Veiga e Moura admite que os 22 funcionários têm o seu lugar em risco e que, caso isso aconteça, pode haver pedidos de indemnização.

O advogado tece duras críticas ao facto de o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela ter demorado quase uma década para mandar repetir o concurso

“Em nenhum país democrático ou decente a justiça pode demorar 10 anos a decidir. Porque pode até paralisar a vida das pessoas. Estas pessoas tinham o problema resolvido se fosse um ano depois, se isto tivesse sido decidido no prazo máximo de um ano, que até é um prazo demasiado lato, cada um já teria seguido o seu rumo, mas estiveram com o seu trabalho em stand-by durante 10 anos. Obviamente que é inadmissível”, sublinha.

O advogado explica que o concurso vai ter de ser repetido no primeiro trimestre deste ano, com os mesmos intervenientes de 2009.

“Vão repetir a prova de conhecimentos, vão ser sujeitos a selecção, vai ser feita uma nova lista de ordenação final, se ganharem esse concurso ficarão onde estão. Se perderem esse concurso terá que ser a pessoa que tiver melhor nota a ocupar esse lugar”, esclareceu.

Paulo Veiga e Moura acredita que esta longa demora não deve ter sido fácil de gerir para os 22 funcionários e admite que correm o risco de ficar sem o posto de trabalho, caso não sejam os vencedores do concurso, nas diversas áreas.

“Eles têm a vida suspensa desde há 10 anos, não é só de agora”, afirmou

E os que não conseguirem ganhar o concurso podem vir a pedir uma indemnização ao Município.

“Depende dos danos que comprovem que tenham, mas hipoteticamente admito que sim, que possam pedir, se tiverem danos podem pedir”, admitiu.

Recorde-se que este é o culminar de uma ação especial administrativa que o Ministério Público interpôs contra o Município, na altura presidido por José Silvano – atual secretário-geral do PSD – a pedir a nulidade do concurso para recrutamento de 28 técnicos superiores.

O tribunal alega que houve falta de adequação da prova de conhecimentos ao exercício da atividade em 22 áreas.

As críticas do advogado contratado pelo Município de Mirandela à morosidade da justiça na decisão de mandar repetir um concurso realizado há mais de 12 anos. Escrito por Terra Quente (CIR).

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