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Bragança virou rosa e entrega dois mandatos aos socialistas que só em 2005 tinham derrotado o PSD

Bragança virou rosa e entrega dois mandatos aos socialistas que só em 2005 tinham derrotado o PSD
  • 31 de Janeiro de 2022, 08:50

No distrito, em termos de legislativas, a primeira e única vez que o PSD perdeu para o PS foi em 2005. Nessa altura, ainda assim, o PSD elegeu dois deputados, tal como o PS, porque ainda eram quatro pelo distrito de Bragança.

Desde 2009 que por Bragança só se elegem três deputados e esta é a primeira vez que os socialistas conseguem ter mais representantes que o PSD, sendo eles Sobrinho Teixeira e Berta Nunes. O ex-presidente do IPB, que em 2018, assumiu a secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, fala de uma vitória histórica. “É uma satisfação pela vitória de António Costa e do seu Governo e uma grande satisfação pelo resultado conseguido aqui em Bragança, que é histórico. Acho que se deve àquilo que foi a apresentação e discussão das nossas ideias. Acho que fizemos uma campanha bonita e impactante. O resto era com quem votou. E é a essas pessoas que votaram, a quem nos elegeu, que quero dizer que assumirei o compromisso de confiança que disse na campanha. Lutarei por uma região melhor, com mais pessoas e onde as pessoas se sintam melhor”.

Desta vez o PSD elegeu apenas um deputado. Adão Silva volta a representar Bragança e diz que os resultados se devem ao forte crescimento do Chega. “Os resultados em Bragança são fortemente influenciados pela subida eleitoral do Chega, que cresceu, sobretudo, à custa de eleitorado do CDS e do PSD. Ao registar-se este aumento, naturalmente que se reduziu a diferença que era normal entre o PS e o PSD. Agora é uma diferença tangencial. Por um voto se ganha, por um voto se perde. O povo é soberano e entendeu que a repartição dos três mandatos deveria ser um para o PSD e dois para o PS. Inverte-se a situação. O povo manda mas merece o melhor dos seus eleitos no parlamento”.

Estas eleições ficaram marcadas pelo facto de as pessoas infectadas com covid-19 terem permissão para sair de casa para votar. A opinião dos brigantinos sobre o tema não foi consensual, mas, ainda que com receio, foram votar. “Se estão a cumprir um confinamento deviam ficar em casa. Não deviam vir à mesa de voto. Deveriam ter direito a votar mas de outra forma”, disse Rosa Silva. “Isto é uma aberração. Deviam ter um dia próprio. Tenho que me misturar com eles. Pensei em não vir mas tinha que exercer o meu direito e dever”, referiu Manuel Pires.

Tanto no país como no distrito, o Chega foi a terceira força política mais votada. A nível nacional reuniu 7,15% dos votos e no distrito ficou com 8,55%.

A nível nacional, a abstenção situou-se nos 42,04%. Já no distrito foi de 52,21%.

Escrito por Brigantia

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