Utente da ULS do Nordeste ficou duas vezes sem médico de família em meio ano
Um paciente traz a denúncia que, em pouco mais de meio ano, é a segunda vez que fica sem um profissional para o seguir.
Carlos Catalão, de 67 anos, queixa-se de ter ficado sem médico de família. À semelhança de muitas outras pessoas, era paciente de José Moreno. O médico, que também era presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança, afastou-se da profissão, em Junho, e, por isso, os pacientes que seguia foram atribuídos a outro médico. O problema é que este profissional foi transferido para Macedo de Cavaleiros e, por isso, segundo Carlos Catalão, os constrangimentos têm sido grandes.
“Tínhamos cá o Dr. João, mandaram-no para Macedo e uma pessoa agora não sabe aonde se há-de de dirigir para as consultas, para as receitas, andamos ao abandono. Agora quero medicação e não tenho. Tenho que esperar uma semana ou duas para um médico qualquer passar as receitas e de mês a mês preciso de medicação”, disse.
O paciente diz que nesta situação há muitas mais pessoas.
“Não sou só eu, há muita gente assim. Andamos todos ao Deus dará. Ele [Dr. João] tinha muita gente das aldeias e agora chegam aqui e não sabem para onde se hão-de virar. Pessoas mais velhas que eu, não têm medicação, andam assim ao Deus dará”, contou.
Segundo contou, já pediu esclarecimentos no centro de saúde da Sé, mas não lhe foi apresentada grande solução.
“Dizem para esperarmos, um ano ou dois ou o tempo que for preciso. O Dr. João não volta mais, foi o que me disseram no centro de saúde”.
Mesmo que lhe seja atribuído um novo médico, num curto espaço de tempo, o brigantino lamenta as constantes trocas.
Questionada sobre a situação, a Unidade Local de Saúde do Nordeste respondeu dizendo que o médico em causa, João Sousa, foi oponente a um concurso público, para médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, tendo sido colocado em Macedo de Cavaleiros, de acordo com a vaga escolhida pelo mesmo.
A ULS do Nordeste acrescentou ainda que os utentes do Centro de Saúde da Sé, que estavam atribuídos ao médico, dispõem de assistência para receituário e situações de doença aguda, através dos restantes clínicos desta unidade, até que seja possível a atribuição de um novo médico de família na mesma unidade de saúde.
Escrito por Brigantia