Empresários da região queixam-se do aumento do preço da electricidade
A factura tem pesado nas contas das empresas, que nalguns casos, notam uma subida de centenas euros.
A empresa “Martins & Afonso”, de granitos e mármores, notou um aumento de 50% na conta da luz. Com as máquinas todo o dia ligadas à corrente, a factura da electricidade tornou-se numa grande despesa. Segundo o sócio-gerente, João Afonso, esta subida traduz-se em mais de mil euros.
“Notámos mais a partir de Outubro, que foi quando o valor ficou mais alto. Uma diferença mais ao menos de mil euros em factura. Em Agosto paguei 1100 euros, mas em Outubro paguei 2400. O impacto é considerável, estamos a falar de um valor anual a rondar os 12 ou 13 mil euros, que em qualquer PME é sempre um valor considerável”, disse.
Outro dos negócios que está a sofrer com este aumento são as lavandarias. Máquinas de lavar, máquinas de secar e ferros de passar ligados o dia inteiro à corrente, leva a uma conta elevada de luz. Que o diga Leonardo Rodrigues, dono da lavandaria “Moderna”, que reconhece estar a ser difícil suportar os gastos.
“Durante o ano a electricidade subiu três vezes e foi o meu primeiro ano no negócio, muito difícil, e agora com este aumento ainda mais difícil que se está a tornar. No verão não usamos máquinas de secar, supostamente poupa-se mais na energia, eu posso dizer que paguei o mesmo”, afirmou.
O empresário queixou-se ainda da falta de apoios durante a pandemia e com o aumento da electricidade e uma carga fiscal elevada, Leonardo Rodrigues pondera fechar a lavandaria.
“Abri em plena pandemia, continuamos em pandemia, e até hoje nenhum apoio. O pouco que tinha amealhado, tenho 28 anos, está derretido aqui num ano. A partir daqui ou a empresa se sustenta sozinha ou vou ter que demitir a funcionária. Estou a ponderar fechar o negócio”, lamentou.
A hotelaria também não escapa ao aumento dos gastos. Independentemente do número de clientes, em pleno Inverno, o aquecimento tem que ser ligado e as máquinas, como as da lavandaria, também são precisas, ainda que com frequência mais reduzida. A proprietária do hotel “Tulipa”, Elisabete Raimundo, fala de uma subida de 15% na conta da luz.
“Eu já noto um aumento de 15 ou 20% de luz. Eu costumava a pagar 600 euros, agora estou a pagar 750, ao final do ano é muito. Infelizmente estamos a passar um momento muito mau, não há gente. Mesmo não trabalhando muito, não havendo clientes, o gasto não é igual mas é bastante para aquilo que ganhamos para pagar a factura no final do mê”, salientou.
Apesar das queixas dos empresários, há brigantinos que ainda não notaram diferença na factura da electricidade.
“Por acaso ainda não notei aumento, mas dizem que vai aumentar. Preocupa-me o aumento, porque os ordenados são iguais e tudo aumenta e é muito difícil conseguir conciliar”, disse uma brigantina.
“Já notei um aumento de 5 euros mensais. Acho mal porque o ordenado aumentou, mas não ao ponto de cobrir estas despesas”, afirmou outra brigantina.
O novo ano trouxe com aumentos nos preços dos bens e produtos e nem a electricidade escapou a esta tendência.
Escrito por Brigantia