Fábrica em Bragança produz cerca de 300 mil máscaras por semana
O volume varia consoante as necessidades e encomendas, mas aumentou no último mês depois de a empresa ter passado a fornecer para uma cadeia de hipermercados.
A Novavet, empresa de distribuição de medicamentos veterinários e dona da marca Bemed, já estava no sector das máscaras, mas enquanto retalhista. Numa altura em que havia falta deste produto, o empresário Luís Afonso conta que decidiram aproveitar o apoio dirigido a investimentos relacionados com covid-19 para passarem a ser também produtores a partir do interior de Portugal.
“Tínhamos já mercado anteriormente à pandemia, porque distribuímos esses equipamentos para as clinicas veterinárias, situações de ensino, e pensámos que estava aqui uma oportunidade para deixarmos de ser só retalhistas e passarmos a ser produtores”, referiu.
A empresa quis distinguir-se ao instalar duas linhas de produção o que permite produzir tanto máscaras cirúrgicas como FFP2.
A produção ronda as 300 a 400 mil máscaras por semana, mas pode alargar-se, já que uma das linhas permite fazer 120 máscaras cirúrgicas por minuto. Nas duas linhas de produção podem sair da fábrica 150 mil máscaras por dia.
Uma das preocupações foi a qualidade do ar da sala de produção separada, no armazém na zona industrial de Bragança. Outra das apostas foi nos materiais.
“E os tecidos que temos usado são todos de produção europeia, são tecidos de mais elevada qualidade, que segue os padrões de qualidade exigidas na Europa”, referiu.
Mesmo que a procura por parte da população em geral diminua, o empresário acredita que vão continuar a ter o mercado, em Portugal e no estrangeiro.
Automatizada, a fábrica funciona com quatro funcionários e em dois turnos de oito horas, de segunda a sexta.
Além da venda a nível nacional, incluindo para uma cadeia de hipermercados, as máscaras produzidas em Bragança são vendidas já para França e podem chegar a outros países na Europa e em África.
Escrito por Brigantia