170 jovens de todo em país estiveram em Bragança no Encontro Nacional da Juventude da Cruz Vermelha
Inicialmente previa-se que só fosse possível receber 50 elementos, devido à pandemia, mas este número foi alargado e superou as expectativas, diz o presidente da Cruz Vermelha de Bragança, Duarte Soares.
“Temos aqui um exército humanitário que veio mexer na cidade, que traz uma dinâmica muito diferente à cidade e cuja alegria que foi visível nestes três dias só nos pode deixar tranquilizados relativamente ao futuro para novas intervenções”, destacou o presidente da Cruz Vermelha de Bragança.
Duarte Soares adiantou ainda que a delegação de Bragança está já a lançar novos projectos, no âmbito das alterações climáticas, mas também do acolhimento de refugiados.
“Os próximos passos são de abertura em edifícios que pertencem às instituições que estão na esfera da igreja católica, mas também já se nota que os municípios percebem a urgência, a necessidade e a mais-valia desta intervenção”, afirmou.
A Cruz Vermelha de Bragança tem tido um papel activo na integração e acolhimento de refugiados. Tendo em conta o que se passa na Ucrânia e na possibilidade de receber ucranianos que estão a fugir à guerra, a delegação está já a estabelecer contactos para perceber quais os parceiros disponíveis para abrigar estas pessoas.
“É preciso sensibilizar quem tem este património para o disponibilizar para esta função, porque certamente que os técnicos de delegação e Bragança fazem este trabalho, reconhecido a nível nacional como das melhores práticas que há em todo o território”, concluiu.
Bragança foi a cidade escolhida para receber o Encontro Nacional da Juventude. Entre sexta-feira e domingo cerca de 170 jovens líderes de delegações de todo o país debateram ideias e propostas para um papel mais interventivo na sociedade. Escrito por Brigantia.