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Futsal: Rui dos Santos é natural de Vila Flor e está na Ucrânia em missão

Futsal: Rui dos Santos é natural de Vila Flor e está na Ucrânia em missão
  • 16 de Março de 2022, 10:54

A missão não é fácil, mas Rui dos Santos já está habituado a trilhar caminhos complicados. O transmontano cumpriu missão na Bósnia, Guiné-Bissau e Congo (Zaire) entre 1997 e 1998, e fez parte do grupo de intervenção rápida da ONU. 

O ex-ranger integra um grupo de antigos militares de várias operações especiais que está na Ucrânia como voluntário.
Rui dos Santos tem como missão resgatar civis e proteger as caravanas humanitárias. “A nossa missão é proteger as caravanas humanitárias e ir buscar pessoas a locais complicados. Já nos aconteceu ir buscar pessoas, que a embaixada não conseguiu resgatar, ao sul da Ucrânia”.  

No momento da entrevista, Rui encontrava-se perto da fronteira da Polónia, na cidade de Lviv. Não teve para já qualquer problema na missão que está a cumprir, mas contou que há relatos “de ataques a colunas humanitárias, mesmo da Cruz Vermelha, e até a jornalistas por parte dos russos”.  

O técnico de futsal elogia a força e determinação do povo ucraniano perante o avanço das tropas russas. “Estão a bater-se muito bem. Há muitos soldados estrangeiros, ex-soldados, que estão a apoiar as tropas ucranianas. O presidente da Rússia pensava que ia invadir a Ucrânia em dois dias. O povo ucraniano tem mostrado uma resistência incrível e nós fomos muito bem acolhidos”.

Rui Santos não fica indiferente ao que se passa junto às fronteiras. “O que me custa mais ver são as famílias completamente divididas. Vemos crianças e jovens sozinhos em que os pais, os avós ficam na Ucrânia e eles seguem para fora do país.

Só à família e amigos mais próximos é que comunicou a decisão de integrar esta missão, para qual a avançou por não gostar de ver injustiças. Rui está ciente do perigo que ronda quem anda no terreno. “Não viemos aqui para ser heróis nem para sair daqui num saco plástico. Viemos aqui para ajudar. O risco zero não existe. Uma pessoa tem de sentir medo, se baixarmos a guarda aí é que existe o risco”.  

Rui dos Santos é voluntário e quando quiser pode regressar a casa. O futsal não é esquecido e espera em breve regressar aos Camarões para retomar o comando técnico da selecção de futsal daquele país, que assumiu em 2018. Esta é uma tarefa que concilia com a de treinador do F5 Dijon Métropole, em França.

  

 

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