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Família reclama corpo de idosa que morreu há mais de uma semana num incêndio habitacional em Sabariz

Família reclama corpo de idosa que morreu há mais de uma semana num incêndio habitacional em Sabariz
  • 17 de Março de 2022, 09:56

Tudo indicava que o velório iria acontecer esta terça-feira, depois de terem sido informados pela agência funerária no domingo. No entanto, hoje, quinta-feira, a idosa continua no gabinete de medicina legal de Bragança, porque só seis dias depois de ir para a morgue é que foram pedidos testes de ADN à família, e sem resultados não pode ser entregue o corpo, contou uma das filhas Gilsa Pires.

“Foi reconhecido na agência funerária por uma fotografia facial da minha mãe. Não nos deixaram ver o corpo, porque dizem que agora já não é assim, tinha que ser reconhecida através da fotografia e foi assim que fizemos. Entretanto o meu irmão teve que fazer um teste de ADN, porque pelos vistos não servia a identificação que tínhamos feito. Foi feito o teste na terça, quase uma semana aqui há espera, e só agora é que decidiram fazer o teste de ADN”, explicou.

Quando souberam que o funeral iria acontecer na terça-feira, parte da família veio do estrangeiro, mas foram obrigados a ir embora porque não se sabe até quando a idosa vai continuar no gabinete de medicinal legal e forense de Bragança.

Gilsa Pires quer que a situação se resolva o mais rápido possível, mas não sabe quando serão conhecidos os resultados de ADN.

“Disseram-nos que os resultados podem sair num dia, como em dois meses ou três meses e não dá para aguentar mais. Já há uma semana que isto dura, o sofrimento é tanto que já não dá para aguentar mais”, referiu.

A família esteve durante o dia de ontem à porta da morgue, no hospital de Bragança, e recusaram-se a sair até que o corpo da idosa fosse entregue. No entanto, foi chamada a PSP e foram obrigados a abandonar o local. Hoje de amanhã voltaram para lá.

Pelo que conseguiram apurar, o teste de ADN feito ainda não chegou ao Instituto de Medicina Legal do Porto e, por isso, deslocam-se agora para o Porto para o poderem fazer novamente. Prevêem que o corpo seja entregue na sexta-feira ou no sábado.

A idosa morreu no passado dia nove, num incêndio na casa onde vivia. Passado oito dias o funeral ainda não foi feito.

A Rádio Brigantia contactou o Instituto de Medicina Legal, que esclareceu que o reconhecimento do corpo feito pelo filho “não cumpria os critérios médico-legais de identificação inequívoca do cadáver” por se tratar de um corpo carbonizado. Numa resposta escrita, o Gabinete de Comunicação do Ministério da Justiça explica que “o teste de ADN foi pedido logo que se esgotaram todos os outros métodos de identificação que habitualmente são utilizados em contexto forense, nomeadamente o estudo das impressões digitais que contou com a colaboração da Polícia Judiciária”.

No caso de a análise de ADN decorrer normalmente, a confirmação da identidade pode estar concluída esta sexta-feira até ao início da tarde. “Caso a identificação seja “positiva”, de imediato o corpo será entregue para a realização das cerimónias fúnebres”, acrescenta.

Escrito por Brigantia

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