Bombeiros querem que Governo tome medidas para ajudar a suportar aumento de custos com transporte de doentes
As corporações queixam-se que o preço do quilómetro pago pelo transporte de doentes não urgentes foi estabelecido há 10 anos e não é revisto desde aí, estando fixado em 51 cêntimos por quilómetro.
Além de pedir a actualização deste valor, a Federação Distrital de Bragança dos Bombeiros, que participou no último fim-de-semana numa reunião da Liga dos Bombeiros Portugueses, na Figueira da Foz, quer ainda a extensão às associações humanitárias das medidas de apoio implementadas para o sector dos transportes públicos, como afirma Diamantino Lopes, presidente da federação.
“Isto está a estrangular bastante as corporações, não é só o caso do preço dos combustíveis, mas também o aumento do salário mínimo, com base no qual é calculado a remuneração dos bombeiros. Estes dois factores estão a causar um aumento muito grande nos custos do funcionamento dos bombeiros na área dos transportes de doentes”, afirmou.
Os bombeiros pedem ainda a isenção definitiva nas portagens para todos os veículos das corporações e que sejam ressarcidos integralmente do valor efectivo gasto em combustíveis na época de incêndios e no dispositivo integrado de operações de protecção e socorro.
Caso o Governo não tome medidas dentro de 15 dias, as associações humanitárias admitem poder suspender o transporte de doentes ou assumir outras formas de protesto.
“Se no prazo máximo de 15 dias não houver resposta, a liga convoca nova reunião extraordinária para decidir medidas, como parar o transporte, ou outro tipo de acções, ainda não foi nada aprovado”, mas esta é uma hipótese, admite Diamantino Lopes.
Para já, a única revindicação atendida é a alteração do preço do protocolo com o INEM, que deverá passar de 4000 para 4500 euros mensais às corporações por cada ambulância que constitui Posto de Emergência Médica (PEM). Escrito por Brigantia.