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Pestiqueira e Villarino de Manzanas juntam-se na fronteira para celebrar em honra da Nossa Senhora de Fátima

Pestiqueira e Villarino de Manzanas juntam-se na fronteira para celebrar em honra da Nossa Senhora de Fátima
  • 10 de Maio de 2022, 07:25

Uma delas é da Petisqueira e a outra é de Villarino de Manzanas.

Esta “reunião” entre portugueses e espanhóis, acontece, anualmente, por esta altura. A Festa da Fronteira começou há 35 anos. Naquela altura Fanny Pais, natural da Petisqueira, ainda não era nascida mas desde que é gente não falta à festa. Está emigrada, vive em Madrid, na Espanha, e chegou à festa a pedir para a deixarem ajudar a levar a santa, na procissão, até ao rio, onde decorre o encontro das imagens e o convívio entre os povos.

“Gostamos muito de vir cá neste dia, para nós é muito importante. A minha avó mora cá, tem sete filhos e sempre vimos todos neste dia. Se calhar na festa do mês de Agosto não vimos, mas na festa do rio vimos. Para mim é um orgulho que haja tanta irmandade e esta paz entre os países”, disse.

Manuel Nogal, de 81 anos, é um dos cerca de 20 habitantes da Petisqueira. Naquela altura, ao contrário da emigrante, já era nascido e lembra-se bem de como tudo começou.

“Começou no rio, foi o padre Belmiro que disse para fazermos uma missa ao rio com a fronteira de Espanha. Havia um carrasco grande, levámos a merenda, comemos lá, deu-se a missa campal e até hoje. Damo-nos muito bem com os vizinhos espanhóis”, contou.

Além dos habitantes da Petisqueira, as gentes da Lombada não deixam de rumar à fronteira na festa que lhe é dedicada. Ali, um cumprimento vira a amena cavaqueira. É assim que se convive na romaria, revendo amigos e cumprindo a fé.

Altino Pires, presidente das Freguesias de São Julião de Palácios e Deilão, fala de uma “festa peculiar”, que junta “amigos”.

“Se voltarmos há uns anos, entraríamos na parte do contrabando, as pessoas conheciam-se, conviviam diariamente e isto acaba por reatar as relações com as gerações mais novas e desta forma mantém-se este convívio, estes conhecimentos e estas amizades”, frisou.

A Festa da Fronteira começou há 35 anos e esteve sem se fazer nestes últimos dois, por causa da pandemia.

A romaria costuma acontecer por esta altura, no domingo que antecede o dia 13 de Maio.

Escrito por Brigantia

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