São Pedro Velho quer certificar morango produzido na aldeia
A confirmação foi dada pela presidente da junta da localidade, Fernanda Guerra, e o processo já iniciou.
“Um dos objectivos da junta de freguesia é formar uma cooperativa do morango, mas também de outros produtos aqui da região, nomeadamente o pão, o azeite, o mel, a framboesa, mas a certificação do morango é uma das coisas que está prevista. Nós iniciamos o projecto em Setembro, mas já começamos a fazer diligências nesse sentido”, explicou.
Apesar de serem quatro os produtores da aldeia, anualmente são produzidas cerca de 100 toneladas de morangos, afamados pela doçura. A produção está a crescer e a procura é boa.
“Há plantações novas. Temos um produtor que este ano plantou mais 30 mil pés de morangos, ou seja, começamos a ter uma escala industrial. Já estamos a falar de grandes produtores. Não exportam para o país todo, porque o produto é logo esgotado. Tem tanta saída que aqui no distrito consegue ter escoamento a produção toda”, referiu.
Os morangos e o vinho são os motes da feira que se realiza na localidade e atrai vários visitantes.
Durante dois anos não aconteceu, devido à pandemia, mas regressou agora em força e contou com cerca de 50 expositores, superando as expectativas da organização.
Filipa Alves esteve na feira a vender os morangos produzidos pelos pais, que trouxeram a arte de França.
Conta que o frio fora de época prejudicou um pouco a produção que recuperou e permitiu ter bom fruto, por ser produzido naquelas terras, tem características que o distinguem dos demais.
“Aqui temos características muito boas para ele, o calibre, o aroma. Eles já plantaram várias variedades, mas estas são as melhores. O nosso morango, as pessoas chegam aqui e falam logo do cheiro que tem. É doce, é mesmo autêntico”, afirmou.
Mas não só morangos se pôde encontrar naquela mostra de produtos.
Paulo Santos, da aldeia de Fradizela, e Maria Teixeira, dos Passos, são dois dos expositores que marcaram presença.
Contam que a não realização deste género de eventos durante a pandemia prejudicou o escoamento dos produtos.
“Tenho fumeiro, vinho, folares. O vinho é produzido por mim. Estes anos sem a feira foi complicado”, disse Paulo Santos.
Mais um certame que está de regresso à região, depois de dois anos sem acontecer, devido à pandemia.
A feira aconteceu durante o fim-de-semana.
Escrito por Onda Livre (CIR)
Foto: Município Mirandela