IPSS vão receber apoio para fazer face às despesas acrescidas do aumento dos preços
Ainda assim, surgiu agora uma luz ao fundo do túnel. Segundo Lino Maia, presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social, as IPSS vão receber um apoio para fazer face às despesas, que têm sido acrescidas. Essa mesma ajuda será diferente consoante as características dos territórios.
“Haverá, do Ministério da Economia, um apoio que é diferenciado dependendo se estamos em instituições de baixa densidade populacional ou de grande densidade populacional. Por exemplo, Mogadouro, diariamente faz 970 Km para atender em apoio domiciliário, quando instituições de uma cidade do litoral fazem muito menos quilómetros para atenderem o mesmo número de pessoas. Tem de haver aqui uma comparticipação diferenciada por parte do Estado”, explicou.
O apoio foi anunciado por Lino Maia, ontem, em Bragança, à margem da celebração dos 20 anos da União das IPSS do distrito. A medida está prestes a ser aplicada.
Paula Pimentel, presidente da União das IPSS do distrito de Bragança reconhece que as instituições têm atravessado vários problemas, fruto do aumento dos preços, mas preferiu reforçar a importância do reencontro entre as entidades.
“Têm sido tempos difíceis, as instituições já por si têm dificuldades que têm que saber gerir, a pandemia, agora a guerra, aumento dos combustíveis, sustentabilidade, eu hoje queria deixar essas dificuldades de lado e reforçar a união que temos entre todas nós, instituições, e sair daqui com a certeza que o sector social está firme e muito empenhado em encontrar soluções para lidar com essas dificuldades que vão surgindo”, sublinhou.
A União das IPSS do distrito de Bragança assinalou 20 anos no mês de Abril. A comemoração aconteceu ontem, no NERBA.
Escrito por Brigantia