Festival d’Onor voltou a animar a aldeia comunitária
Desde o conselho do povo, a uma ronda cultural para conhecer os espaços comunitários, como o forno de onde saiu o pão, e também não faltaram as visitas às adegas, ou os jogos tradicionais.
Características particulares e genuínas que atraem visitantes à aldeia. “Já conheço a aldeia, mas é a primeira vez que venho ao festival. Estive a ver os gaiteiros, gosto da música tradicional e defendo muito estas tradições”, afirmou um dos visitantes.
Pilar Montesino de Sanabria, em Espanha, vai sempre a este festival que vai na quarta edição e é visitante assídua da aldeia. “Parece-me muito bem, a música e as tradições são muito interessantes”, afirmou.
Desidério Afonso é gaiteiro de profissão dos pauliteiros de São Martinho e pertence ao grupo Quinteto Reis 84, mas em Rio de Onor foi como visitante. “Quando há estas festas gosto de vir para ver como funciona, há coisas diferentes e está a ser muito bom. Acompanhei a ronda cultural e das adegas”, afirmou.
O festival contou ainda com um mercado com 15 expositores de artesanato e produtos da terra, da aldeia e de localidades vizinhas.
Ximena Cunha mora logo ao lado, na localidade espanhola de Rihonor de Castilla para vender peças de artesanato. “Parece-me que tudo o que se faz para dar vida às povoações e aos lugares parece-me bem voltar e que se retome a vida normal e fazer estas actividades de novo, a que se juntem as pessoas, faz falta e as pessoas precisam disto”, sublinhou.
Alice Romão participa desde a primeira edição no festival com a venda de produtos como licores e compotas caseiras, lembranças com emblemas alusivos à aldeia e réplicas da tradicional e única vara da justiça. “As pessoas aderem, gostam de levar de recordação é uma coisa diferente e típica da aldeia”, afirma e admite que já tinham “saudades e é uma mais-valia para a aldeia, é outra animação”.
O artesão de máscaras Isidro Rodrigues, da aldeia de Aveleda, considera que “é muito importante” que estas iniciativas regressem “para revitalizar os lugares, as aldeias, que precisam disto para serem animadas” e defende que “deveria haver mais destes eventos, que ajudam a animar, trazem gente e dinamizam a economia local”.
David Vaz, da Associação Montes de Festa da organização, explica que o regresso do festival já era muito esperado tanto pela população da aldeia como pelos visitantes. “Acho que a palavra chave é saudade, as pessoas estavam com muita saudade, as pessoas que estavam com muita saudade do festival, que é de identidade e quer trazer ao de cima o passado, com mais consistência aqui sobre as tradições de Rio de Onor e a história da aldeia, um objectivo bem conseguido”, afirmou.
A música tradicional não faltou para animar a aldeia de Rio de Onor ao longo dos dois dias, mas também com concertos na noite de sábado.
Escrito por Brigantia.