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Município de Vimioso restringe uso de água de rede

Município de Vimioso restringe uso de água de rede
  • 29 de Julho de 2022, 08:46

Usar água da rede para regar jardins e hortas, lavar carros ou espaços privados é agora proibido. O concelho é abastecido pelos rios Angueira e Maçãs, que estão em situação crítica. De acordo com o presidente da câmara, Jorge Fidalgo, pode ser preciso recorrer a concelhos vizinhos para garantir o abastecimento de algumas aldeias.

“Não havendo pluviosidade e não chovendo, obviamente que corremos o risco de não ter água no rio Maçãs e isto implica que nós tenhamos que recorrer a concelhos vizinhos, que para já ainda têm essa disponibilidade, nomeadamente Mogadouro e Miranda do Douro, para podermos abastecer a linha de Vimioso-Campo de Víboras e Algoso, para já. Obviamente que quando nós não temos água para uso doméstico, não podemos estar a permitir outro tipo de uso”, explicou.

12 aldeias do concelho são servidas por furos artesianos. Alguns estão já numa situação crítica, obrigando ao abastecimento das populações através de camiões-cisterna.

“Para já, pontualmente, estamos a levar água com as nossas cisternas e dos bombeiros voluntários àquelas aldeias onde os furos começam a demonstrar alguma fragilidade. Eu tenho relatos de pessoas de 60/70 anos que toda a vida regaram as suas hortas e este ano o poço da horta, que nunca viram seco, secou”, contou.

E para isso vai ser adjudicado o alteamento e recuperação de um açude do rio Angueira e a compra de um camião-cisterna.

“A Agência Portuguesa do Ambiente conseguiu um financiamento de 50%, estamos em negociações. O valor do investimento do alteamento e requalificação do açude anda à volta de 400 mil euros e a compra do camião-cisterna anda na ordem dos 250 mil”, acrescentou.

Em 2017, Vimioso passou por dificuldades de abastecimento de água, porque as reservas do rio Maçãs estavam praticamente esgotadas e metade do concelho teve que ser abastecido por Bragança.

Para evitar que este cenário se repita, o município tomou medidas restritivas de uso de água de rede e admite uma fiscalização rigorosa. A coima para os incumpridores pode ir 1500 a 3740 euros para pessoas singulares e de 7500 a 44 890 euros para pessoas colectivas.

Escrito por Brigantia

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