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Movimento Cultural da Terra de Miranda apresentou um plano com soluções para inverter a perda de população

Movimento Cultural da Terra de Miranda apresentou um plano com soluções para inverter a perda de população
  • 1 de Agosto de 2022, 08:00

Foi preciso um ano para diagnosticar problemas e apresentar soluções que os resolvam que passam pela agricultura e uma reforma fiscal.

“Nós que é absolutamente necessário refazer o cadastro predial rustico, proceder a uma reforma da tributação fundiária, incentivar o emparcelamento funcional, respeitando a propriedade e rentabilizando as explorações agrícolas e achamos que é necessário fazer uma reforma fiscal para o crescimento e prosperidade económica”, explicou Óscar Afonso, membro do movimento.

Para isso, foram criados 38 projectos estruturantes, que requerem um financiamento de 200 milhões de euros.

“Nós não achamos que seja muito, tendo em conta aquilo que é extraído da nossa terra pelo Estado português e é desviado”, afirmou.

O concelho de Miranda do Douro na década de 60 tinha 19 mil pessoas, o que corresponde agora a toda a Terra de Miranda, que inclui também os municípios de Vimioso e Mogadouro. Embora seja carregada de cultura e identidade, está abandonada.

“O que é que será desta terra daqui a algum tempo? Existe uma estratégia do Estado e da União Europeia para inverter este caminho? Nós chegámos à conclusão que ninguém sabe e ninguém responde. A Terra de Miranda tem recursos extraordinários, tem uma cultura própria, uma língua própria, os melhores recursos para a produção de energia eléctrica, sete raças autóctones, um planalto, uma história milenar riquíssima, um contexto ambiental único. No entanto, o que observámos é que está empobrecida, está abandonada e está impossibilitada de usar os recursos que tem”, frisou.

O Plano Estratégico vai ser apresentado, em Setembro, na Assembleia da República, em Lisboa e mais tarde no Porto e em Miranda do Douro. Vai ser ainda enviado ao Presidente da República, ao Governo, aos partidos, às associações, às universidades e à população em geral.

Escrito por Brigantia

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