Desportos Aventura: Aziborne Extreme regressou a Macedo com muita adrenalina e aventura
A segunda edição teve cariz competitivo e contou com quatro modalidades; uma corrida de 15 quilómetros, canoagem de 4 quilómetros, BTT de 52 quilómetros e parapente de 3 quilómetros.
Participaram sete equipas, num total de 28 atletas, em formato estafeta, com vitória por equipas do Ginásio Clube de Bragança, que contou na canoagem com Andrey Petrov.
O ex-atleta olímpico conseguiu o primeiro lugar e apesar da experiência na modalidade confessa que não foi fácil. “Foi uma boa experiência, mas não foi muito fácil. Não tive muito tempo para treinar, mas dada a experiência e força que já tenho, acabou por dar bom resultado.”
Na corrida, de 15 quilómetros, Nuno Quitério foi terceiro a nível individual. O atleta brigantino enfrentou forte concorrência. “Fácil nunca é, principalmente quando temos atletas a competir com as condições que eles têm, de renome a nível nacional, e aqui refiro-me ao Rui Muga e ao Zé Carvalho, que são atletas muito bons, campeões nacionais”.
Na modalidade de BTT, os participantes percorreram 52 quilómetros num percurso que ligou a Praia da Ribeira, no Azibo, à Serra de Bornes. João Dias representou a equipa vencedora e confessou ter encontrado dificuldades. “Não foi muito fácil. Inicialmente foi sempre a rolar e os últimos oito quilómetros a subir para a Serra de Bornes. A dificuldade esteve toda aí”.
A última modalidade, o parapente, coube a Rui Mila representar o GCB. O parapentista destacou o espírito de grupo para alcançar a vitória por equipas. “Toda a equipa esteve, incrivelmente, bem e isso nota-se pelos lugares que foram alcançando. Fomos conseguindo colmatar diferenças para as outras equipas que traziam atletas muito bons”.
No final do evento, Rui Vilarinho, vice-presidente do Município de Macedo de Cavaleiros, deixou a garantia do regresso da iniciativa em 2023, mas quer aumentar o número de participantes e isso passa por mudar a estratégia de divulgação. “Acredito que uma divulgação feita mais cedo pode contornar este problema, talvez tenha sido uma lacuna nossa pois começámos a divulgar a prova em Maio/Junho, mas também estávamos condicionados à Covid-19, pois não sabíamos se tínhamos ou não condições para a fazer. Neste momento vamos começar já a reunir os elementos necessários, nomeadamente o trabalho de vídeo, para começar já a divulgar a edição do próximo ano”.
Rui Vilarinho não tem dúvidas que o Aziborne Extreme “cativa e capta” atletas, pois são quatro modalidades que são praticadas no concelho de Macedo de Cavaleiros. “Temos elementos de BTT suficientes e muitos não participaram por falta de equipa. Também há muitos de atletismo, visto o crescimento dessa secção do Clube Atlético, que tem cada vez mais participantes. No que respeita à canoagem, há aqui alguma dificuldade porque também ainda não temos essa modalidade verdadeiramente inserida no nosso concelho, só estará a partir do momento em que tenhamos feita a estrutura do Centro Náutico. Depois temos o parapente, que cada vez mais tem Macedo de Cavaleiros como uma referência, temos tido campeões e vice-campeões nacionais, competidores internacionais, e acredito que pode alavancar cada vez mais”.
Por equipas o pódio ficou completo com os “Patos Bravos” na segunda posição e os “Gladiadores” terminaram no terceiro lugar.
A nível individual, por modalidades, Rui Muga (4 Dukes) venceu a corrida, Andrey Petrov (GCB) foi primeiro na canoagem, Hernâni Gouveia (Patos Bravos) foi primeiro no BTT e Rui Ferreira (4 Dukes) triunfou no Parapente.