Adriano Moreira completa 100 anos e há comemorações em Lisboa e Bragança
Adriano Moreira é o político vivo mais antigo da história da democracia. Nasceu em Grijó no dia 6 de Setembro de 1922 mas cedo partiu para a capital, onde estudou no Liceu Passos Manuel e se licenciou em Ciências Histórico-Jurídicas pela Faculdade de Direito de Lisboa.
Professor universitário, foi convidado por António Oliveira Salazar para integrar o Governo em 1960, primeiro como subsecretário do Estado da Administração Ultramarina, passando no ano seguinte a Ministro do Ultramar, altura em que começavam as revoltas contra a colonização portuguesa em Angola. Enquanto governante, chegou a revogar o Estatuto de Indigenato e a abolir as culturas obrigatórias nas colónias. Deixou o Governo em 1963 e casou-se cinco anos depois com Mónica Mayer, com quem teve seis filhos.
Chegou a estar exilado no Brasil após o 25 de abril, onde ainda exerceu como professor na Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Foi presidente do CDS, de 1986 a 1988 e deputado na assembleia da república 1980 a 1995, da qual chegou a ser vice-presidente.
Hoje completa 100 anos e para o celebrar, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro homenageia 100 personalidades da região, como são exemplos Justa Nobre, Graça Morais, Pires Cabral, Pizzi, Simão Sabrosa, e muitos outros, relembra o presidente da entidade, Hirondino Isaías.
Uma celebração discreta que vai contar também com a presença de representantes das instituições às quais Adriano Moreira esteve ligado.
A cerimónia tem lugar no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, com hora de início marcada para as 10h.
Também em Bragança se vai celebrar o centenário do nascimento de Adriano Moreira, com um programa a partir do próximo sábado que conta com exposições, lançamento de livros, conferências e aulas abertas. Escrito Onda Livre (CIR).