Inflação não afastou turistas da região que continuam a gastar sem fazer contas às despesas
No restaurante Poças, em Bragança, a gerente Dina Mesquita, diz que ainda estão a trabalhar como em época alta, mas nos últimos meses já recuperaram a procura pré-pandemia.
“O balanço é muito positivo, houve uma procura acima das expectativas, voltamos ao mesmo nível de trabalho de há dois anos”, referiu.
No caso dos emigrantes, continuam a frequentar também os restaurantes e sem ter a poupança como primeira preocupação. Já alguns turistas começam a ter cuidados nos pedidos.
“Não se nota nenhuma contenção, relativamente aos emigrantes. Nota-se que os estrangeiros já pedem doses para partilhar, é verdade que em Trás-os-Montes temos sempre pratos bastante grandes, mas nota que existe maior consumo de água e menos bebidas alcoólicas”, disse.
E apesar de os consumidores terem vindo em grande número, a verdade é que o aumento dos custos dos produtos alimentares e da energia está a encolher as margens de lucro deste restaurante.
João Campos, responsável da Marron – Oficina da Castanha, também afirma que os últimos meses estiveram um pouco acima das expectativas. A loja no centro da cidade, que vende produtos à base de castanha e outros regionais, abriu em 2019 e tem vindo a registar gradualmente melhores resultados de ano para ano.
“O balanço está ao nível do período pré-pandemia, período sem inflação, estamos com o mesmo volume de negócio ou se calhar até superior”, afirmou.
Mesmo com a inflação e a diminuição do poder de compra o volume de negócios não tem baixado.
“Aqui ainda não sentimos esse abrandamento devido ao aumento de preços, até porque aqui quase não mexemos nos preços que praticamos há dois anos”, frisou.
O turismo em Bragança ainda a passar um pouco ao lado da diminuição do poder de compra.
Escrito por Brigantia