Arbitragem: Há dificuldades no recrutamento e retenção de árbitros
Fernando Lhano, presidente do Conselho de Arbitragem da AFB, confessa que não é fácil nomear árbitros para o elevado número de jogos que se realizam todas as semanas. “Temos tido bastantes dificuldades naquilo que são as nomeações e em não repetir os árbitros nos jogos. Mas, é fruto da evolução da associação e dos campeonatos com mais jogos, mais competição e isso requer mais equipas de arbitragem”.
Mas, a dificuldade em recrutar árbitro não é um problema só da A.F. Bragança. “Isto é um problema transversal às outras associações de futebol. Tem havido uma grande dificuldade no recrutamento de árbitros. É um problema geral”, referiu Fernando Lhano.
E o principal problema é a retenção de árbitros. “Vamos iniciar outro curso e temos bastantes candidatos, mas o difícil é, depois, mantê-los, ou seja fazer com que gostem e façam carreira, que os pode levar a outros patamares”.
Em femininos a dificuldade em recrutar é ainda maior. “Se já é difícil em masculinos em femininos a dificuldade é ainda maior. No último curso tivemos quatro candidatas a árbitras e neste também temos quatro ou cinco”.
Nos quadros nacionais da arbitragem, a A.F. Bragança conta com cinco árbitros, quatro no futebol e um no futsal. Para Fernando Lhano é um bom número, atendendo à realidade do distrito, mas acredita que é possível promover mais árbitros. “Olhando para a nossa realidade é um número simpático. Recordo que há bem pouco tempo tínhamos apenas um árbitro no nacional e agora temos quatro no futebol e um no futsal. É verdade que podíamos ter mais e vamos trabalhar para isso”.
João Afonso (Liga Profissional), Cláudio Miranda, Paulo Silva e Nuno Augusto são os árbitros de futebol da AFB nos nacionais. No futsal, a associação é representada por João Martins, que foi promovido à categoria C3.