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Executivo de Mogadouro desiste da criação de uma segunda EIP naquele concelho

Executivo de Mogadouro desiste da criação de uma segunda EIP naquele concelho
  • 13 de Outubro de 2022, 08:11

Segundo o presidente da câmara, António Pimentel, o protocolo foi assinado em Julho do ano passado, ainda no mandato do anterior presidente, do PS, e até agora não foi implementada. “O que aqui está em causa, vamos ser claros, é que a EIP foi constituída no período pré-eleitoral. O Partido Socialista, nomeadamente os candidatos à câmara, e a direcção dos bombeiros, que são todos afectos ao PS, naturalmente não lhes interessou implementar a EIP porque em vez de cinco enganavam 15 ou 20 pessoas. Entendi que, estando 15 meses sem execução, tal não se justificava e daí a posição”.

Em causa está a criação de uma segunda Equipa de Intervenção Permanente, ou seja, mais cinco operacionais especializados para os Bombeiros de Mogadouro. O autarca avançou que se a EIP fosse importante para a corporação já tinha sido criada. “Caso se justificasse já tinham admitido as pessoas e já a tinham posto a funcionar. Se entendessem, durante 15 meses, já tinham avançado com ela”.

Em comunicado na página do Facebook, o município referiu que tem “privilegiado sempre a cooperação com a Associação dos Bombeiros Voluntários” e que lamenta que esta entidade “não reconheça” a vontade do município de “trabalhar bem e com eficiência” e “opte por se juntar a movimentos que só pretendem instrumentalizar uma decisão legitimamente tomada para gerar ruído e aproveitamento político”.

O anterior presidente de câmara e actual vereador, que assinou o contracto para a EIP diz estar surpreendido com a rescisão do contrato. Francisco Guimarães afirma que é a população quem perde. “É claro que isto não agrada. Perde o concelho de Mogadouro e a sua população. Estamos a falar de ter 16 horas de proteccção e socorro às populações e voltamos a regredir, naquilo que são só oito horas, com a equipa que já existe”.

Francisco Guimarães referiu que em Dezembro do ano passado a legislação para a criação de EIP foi alterada, o que fez também atrasar o processo. Mas no mês passado já tinham sido recrutados os cinco elementos e ainda mais dois, faltando apenas a aprovação da protecção civil. Por isso, diz não entender a posição do executivo municipal. “Não percebo o que se passou. Estamos a falar de provas constituídas no dia 15 do mês de Setembro. O resultado saiu no dia 29 de Setembro deste ano. E dia 4 de Outubro há este despacho a pedir uma informação jurídica no sentido de ser denunciado o protocolo que havia sido contratualizado entre o município, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil e os bombeiros de Mogadouro”.

Os bombeiros de Mogadouro tem apenas uma Equipa de Intervenção Permanente, já que a criação da segunda foi agora anulada.

Até agora não foi possível obter esclarecimentos junto dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro.

Escrito por Brigantia

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