Metade dos portugueses estaria em situação de pobreza se não fossem apoios sociais
Em pleno Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, Ivone Florêncio, da delegação de Bragança da EAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza, assinala que apoios como o Rendimento Social de Inserção, têm servido para ajudar a não ter números tão negros. “O que tem valido têm sido as transferências sociais, que muitas vezes são criticadas pela sociedade e são alvo de preconceito, como é o RSI e o complemento solidário para idosos. Mas uma coisa é certa, a protecção social tem tido um impacto significativo na redução da incidência da pobreza. Se não fossem estas transferências sociais, a taxa de pobreza em Portugal chegaria a 43,5%”, esclareceu.
Segundo Ivone Florêncio, as estatísticas tinham vindo a descer, nos últimos tempos, embora que lentamente. Agora, os dois anos de pandemia, a guerra e a inflação tornaram a situação mais dramática. “Acabou por agravar a situação das pessoas que já viviam em situação de pobreza e arrastar outras que tinham a vida estabilizada”.
Em Portugal, neste momento, 22,4% da população está em risco de exclusão social e de pobreza.
Escrito por Brigantia