Freixo de Espada à Cinta em destaque no mês de Outubro
Um trabalho que pode ver no Museu da Seda e do Território. Sónia Lopes é uma das tecedeiras que se dedica à arte e conta que não é pêra doce. “Ainda dá bastante trabalho, desde a criação do bicho-da-seda, que é entre Março e Junho, e depois é preciso extrair a seda, torcê-la, lavá-la e depois é que se pode trabalhar no tear. O mais difícil é urdir a teia, porque são precisos certos pormenores que não podem falhar”, disse.
Foi em Freixo de Espada à Cinta, mais concretamente em Mazouco, que foi encontrada a primeira gravura ao ar livre. Foi dada a conhecer à ciência em 1981 através de Nelson Rebanda. Inicialmente pensava-se que era um carneiro, mas na verdade é um cavalo feito no período do Paleolítico.
“Ouvia falar que havia ali um carneiro a olhar para um tesouro, mas na verdade é um cavalo. Mais tarde vendo outras coisas semelhantes, até no próprio livro do secundário havia lá, mas em pintura, não gravura, mas era algo parecido e isso sempre me despertou interesse”, explicou.
Freixo é ainda conhecida como vila manuelina. Os Judeus quando se instalaram na vila queriam ter casas distintas das que já existiam e, por isso, contrataram os pedreiros que andavam a construir a Igreja Matriz, explicou Jorge Duarte, historiador do município.
“Os motivos de ornamentação das janelas, das portadas são precisamente os motivos de ornamentação das colunas da igreja, da porta da igreja”, acrescentou.
A agricultura é outra das potencialidades do concelho. A laranja é uma das culturas de Freixo, que embora seja produzida em pouca quantidade, distingue-se por ser bastante doce, refere o agricultor Ulisses Caraval.
“Ela vem numa época que não existe noutro lado, que é no final de Dezembro e em Janeiro e a principal característica dela é mesmo essa”, referiu.
A torre do castelo, a Casa Natal de Guerra Junqueiro e os diferentes miradouros são pontos atractivos do concelho. Uma reportagem para ouvir na integra na Rádio Brigantia esta quinta-feira, depois do noticiário da 17h ou para ler na edição desta semana do Jornal Nordeste.
Escrito por Brigantia