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Dois comandantes dos Bombeiros de Macedos acusados de se apoderarem de 64 mil euros da Protecção Civil

Dois comandantes dos Bombeiros de Macedos acusados de se apoderarem de 64 mil euros da Protecção Civil
  • 18 de Janeiro de 2023, 17:32

Os factos a que a acusação se refere decorreram entre os anos de 2012 e 2014.

Os dois estão fortemente indiciados de terem alterado as folhas de registo de assiduidade dos bombeiros e as listagens comunicadas à ANEPC, para dessa forma conseguirem apoderar-se de 63.798,50€ transferidos por esta última, para si próprios ou a favor de terceiros.

As quantias em causa seriam destinadas aos bombeiros do Corpo de Bombeiros de Macedo que teriam prestado turnos em dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, outras não correspondiam a qualquer prestação de serviço no DECIF, assim como quantias que resultavam da duplicação de registos de presenças de bombeiros nas folhas de assiduidade e montantes que advinham da integração de bombeiros em mais de uma escala em períodos sobrepostos.

A um dos arguidos é imputada a prática de seis crimes de peculato, nove de falsificação de documentos agravado e um de crime de abuso de poder. Ao outro, em coautoria com o primeiro, o Ministério Público atribuiu três crimes de peculato, cinco de falsificação documentos agravado e um crime de abuso de poder.

A Rádio Onda Livre contactou os dois visados nesta acusação, tendo ambos se recusado a prestar qualquer declaração sobre o assunto.

No despacho publicado esta quarta-feira no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto, pode ler-se também que o Ministério Público “considerou ainda como fortemente indiciado que, em agosto de 2014, um dos arguidos, então Comandante, com a conivência do coarguido, então Vice-Presidente, beneficiou do pagamento indevido do valor de €660,00 pago pela Direção a AHB, através da sobreposição de turnos de Comandante de permanência às operações no Comando Distrital de Operações de Socorro de Bragança e de Operador de Telecomunicações no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais”.

O caso já teria sido anteriormente investigado pela ANEPC, com visitas da Polícia Judiciária ao quartel, tendo na altura a Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros sido obrigada a devolver cinco mil euros.

Agora, o Ministério Público requereu a perda a favor do Estado das quantias descritas e a condenação dos arguidos ao seu pagamento.

Escrito por Onda Livre (CIR)

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