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Aumento de salários e redução do IVA nos bens alimentares, luz e gás são reivindicações dos sindicatos de Bragança

Aumento de salários e redução do IVA nos bens alimentares, luz e gás são reivindicações dos sindicatos de Bragança
  • 9 de Fevereiro de 2023, 11:55

A manifestação organizada foi pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional, que está acontecer por todo o país. Sindicatos de professores, enfermeiros, hotelaria, agricultura, função pública e unidades fabris manifestaram o seu descontentamento com os salários e o aumento dos preços dos produtos. Eduardo Alves, coordenador da união dos sindicatos de Bragança, critica as medidas tomadas pelo Governo e reclama um aumento de 100 euros nos ordenados.

“Este Governo PS tem favorecido o patronato e tem desfavorecido os trabalhadores em todos os aspectos. Os ordenados não acompanham a inflação, são precisos 100 euros para todos os trabalhadores e é uma luta que se vai mobilizar e devido também à descongelação das carreiras, que têm estado congeladas”, afirmou.

A CGTP considera que o Governo devia tomar medidas para melhorar a carteira das populações.

“Baixar o IVA para 6% para a luz e gás. Os bens essenciais também deviam baixar o IVA. Neste momento não têm feito nada e não se importam”, salientou Eduardo Alves.

Esta quinta-feira, os funcionários da Faurecia, fábrica de peças de automóveis em Bragança, estiverem em greve. De acordo com o sindicato, mais de 100 pessoas aderiram. No espaço de meio ano é a terceira que acontece nesta empresa. Márcio Pinheiro diz que são poucos os avanços que têm tido nas negociações e esperam um aumento salarial.

“Ainda não aconteceu o aumento, continuamos à espera. O director disse que ia haver um aumento em Abril. Não sabemos qual é o valor ainda, mas o director comprometeu-se que a esse aumento ia dar mais até completar os 75 euros de aumento, mas não sabemos valores ainda e quando é que vai ser feito”, disse.

Na manifestação da CGTP estiveram também trabalhadores da Varandas Sousa, empresa de cogumelos em Vila Flor. Felisbina Gomes admite que a situação na fábrica é muito má e se nada melhorar, ameaçam com greve.

“Andamos a lutar por um subsídio de alimentação digno, estamos a receber só 2,5 euros e parece que andam a gozar com a nossa cara. Há pessoas que são obrigadas a trabalhar sábado e domingo e recebem as horas extra a 37,5%, 25% ou 50%. Está difícil para quem tem rendas para pagar, filhos na creche. Há possibilidade de haver greve, só que o ano passado foi um dia e este ano podem ser dois seguidos”, frisou.

No âmbito do Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional organizou uma jornada de luta que está acontecer em todas as capitais de distrito e Bragança não foi excepção.

Escrito por Brigantia

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