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Professores protestaram à porta da escola Abade Baçal e dizem não desistir enquanto não forem respeitados

Professores protestaram à porta da escola Abade Baçal e dizem não desistir enquanto não forem respeitados
  • 15 de Fevereiro de 2023, 11:44

No âmbito da Semana de Luto e Luta, os docentes continuam a manifestar-se perante o que dizem ser injustiças no sector. Paula Rodrigues é professora de Matemática há 25 anos e é uma das docentes que se queixa dos garrotes nos escalões.

“É o meu vigésimo quinto ano de serviço e estou neste momento no quarto escalão e devia estar praticamente no oitavo escalão, portanto sinto-me muito lesada, bastante penalizada. Esta é uma das nossas dores, das nossas lutas, porque é extremamente injusto que as pessoas trabalhem e não seja recompensado”, disse.

O protesto acontece logo hoje que volta a haver uma ronda de negociações entre os sindicatos e o ministro da Educação. A luta já não é de agora, mas os problemas têm vindo agravar-se ano após ano, salientou Carlos Silvestre, responsável pela plataforma que reúne vários sindicatos dos professores.

“Há 30 anos que se luta pelo mesmo. Desde 2005 que temos o nosso tempo congelado, problemas na educação agravam-se constantemente, a indisciplina, a falta de organização, as retenções, todos esses problemas que existem. A escola tem que ter dignidade, não podem haver esta ideia de facilitismo que existe na escola hoje, de impunidade, de indisciplina”, afirmou.

E os professores prometem que não vão parar enquanto não lhes for dada dignidade e propostas decentes, afirma a delegada do Sindicato dos Professores do Norte, Teresa Pereira.

“Os professores não estão para desistir agora. Embora estejam apenas no intervalo, estão a perdê-lo para manifestar que estão descontentes com as propostas do ministério, cada vez que apresenta uma proposta para negociar sai pior que a anterior. O senhor ministro e o Governo têm que se aproximar dos professores, têm que criar boas condições de trabalho para os professores”, frisou.

Hoje à tarde acontecerá a quinta ronda de negociações entre os sindicatos e o Ministério da Educação. Na sexta-feira voltam a reunir. Para esse dia está também marcada uma sessão de protestos à porta do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, em Bragança. As manifestações são convocadas pela plataforma sindical dos professores.

Escrito por Brigantia

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