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Região Norte com mil milhões de euros para investir em inovação

Região Norte com mil milhões de euros para investir em inovação
  • 19 de Abril de 2023, 07:10

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, esteve, na segunda-feira, em Bragança, no Instituto Politécnico, para a apresentação desta estratégia e disse que, numa altura em que têm surgido muitas críticas à reorganização das comissões, está dada a prova de que há novas competências que já são uma espécie de regionalização. “Foi o presidente da CCDR que fez a negociação com a Comissão Europeia dos fundos europeus geridos na região. quem nos dera que isso acontecesse em todas as áreas. Se pensarmos na agricultura, nós não temos programas regionais. Nós temos um programa nacional. No caso do FEDER e do Fundo Social Europeu da CCDR, os presidentes ganharam muita autonomia. Obviamente que desejam mais. Quanto aos críticos da regionalização… sempre que mudamos, para uns é demais e para outro é de menos. Temos é que ir fazendo passos consolidados naquilo que é um caminho de maiores competências para os municípios”.

A ministra disse que se estão a regionalizar os fundos europeus naquele que é o objectivo de dar maior autonomia e poder às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional na aplicação dessas verbas. “No que toca aos fundos regionais nós estamos muito à frente. É talvez das áreas em que a regionalização, isto é, o poder de aprovar, de decidir, de negociar com a comissão europeia, já é das CCDR’s, obviamente com o equilíbrio dos objectivos nacionais”.

Segundo Ana Abrunhosa, a concretização da estratégia, que define as áreas que são consideradas as cadeias de valor regionais e que vão orientar a aplicação dos fundos comunitários, foi muito participada pela academia, empresas e associações empresariais.

Segundo o presidente da CCDR Norte, António Cunha, há oito domínios prioritários de aposta regional. São o espelho da realidade da região Norte. “Temos dois domínios que diria centrais, ligados à nossa actividade industrial, um que tem a moda e os habitats (casas, questões de conforto, arquitectura) e outro que tem a ver com o desafio da robotização industrial, uma indústria mais avançada e competitiva. Temos depois outros dois sectores muito importantes. Um que tem a ver com os sectores de energias e mobilidade sustentável, com empresas que trabalham nas cadeias de valor ligadas à produção de equipamentos do futuro, de meios de transporte inteligentes. Temos a área da saúde em que o Norte também tem uma capacidade muito grande, sendo que nesta região o agro-alimentar é muito importante. Temos ainda o sector do turismo, recursos endógenos e património natural e cultural e temos ainda o sector que tem a ver com o interface entre ciência e tecnologia”.

As candidaturas a fundos comunitários devem estar alinhadas com estas orientações.

Escrito por Brigantia

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