ASCUDT celebra hoje 30 anos
A Segurança Social é o principal financiador desta instituição, mas as ajudas podiam ser maiores. Manuela Miranda, directora de serviços da ASCUDT, assume que é preciso estar alerta no que toca aos vários programas e apoios que vão existindo, para conseguir manter boas contas e resistir. “Nós temos acordos de cooperação. Caso contrário não conseguiamos sobreviver. Mesmo assim, tentamos gerir o dinheiro que o Governo nos dá, como dizia, há alguns anos, uma inspectora da Segurança Social, fazendo omeletes sem ovos. Por isso, temos que ir à luta, que nos candidatar a diversos projectos. Por exemplo, o BPI Capacitar já premiou, por duas vezes, a ASCUDT, através da aquisição de uma sala de snoezelen e, posteriormente, com um projecto, que está a decorrer, financiado em 2022, de formação para dotar as pessoas com deficiência e incapacidades para promover a sua autonomia. a Caixa Agrícola também nos tem apoiado. Concorremos a tudo e mais alguma coisa. Temos que estar sempre de olho aberto”.
A integração no mercado de trabalho é um dos maiores desafios e, para Manuela Miranda, era necessário haver maior receptividade por parte das empresas. Ainda assim há casos de sucesso. “Um cliente com sucesso, que trabalha na Caixa Agrícola, é o Marcelo Paz, a quem ajudamos a que concluísse o 12º ano. Já trabalha na caixa há cerca de 15 anos. Mas há outros exemplos e acho que é uma alegria e orgulho para a instituição ver que uma pessoa está perfeitamente integrada no mercado de trabalho”.
A associação tem lar residencial, residências autónomas, centro de actividades ocupacionais, centro de reabilitação e formação profissional, centro de recursos e serviço de apoio domiciliário. Este último não está a ter o sucesso pretendido porque há muitas IPSS a prestar este apoio mas Manuela Miranda alerta que não é a ajuda mais direcionada para pessoas com limitações. “Neste momento temos 35 vagas. É uma resposta que não é muito bem sucedida porque há muitas IPSS em Bragança a prestar este serviço mas o trabalho da ASCUDT é direcionado para pessoas com deficiência e quer ser diferenciadora. Para além da comida, higiene habitacional e pessoal, temos também uma equipa técnica, com técnicos de reabilitação psicomotora, terapia da fala, psicologia, serviço social, enfermagem, informática, serviço de educação e animação… e nós podemos levar essa equipa a casa, o que torna o serviço diferenciador”.
Para celebrar os 30 anos, associação tem, na sexta-feira, uma Gala Inclusiva, que acontece no castelo de Bragança.
A associação tem 96 clientes. 10 estão em residência autónoma e 30 em lar residencial. Em 2024 vão existir mais duas residências, são dois T3. São financiados a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Escrito por Brigantia