2023 tem tido menos incêndios mas Secretária de Estado da Proteção Civil alerta que é importante não baixar a guarda
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática, até ao dia 28 de julho o país registou menos 27% de fogos rurais e menos 70% de área ardida, face à média da última década.
Apesar de se estarem a registar menos incêndios do que no ano passado, a Secretaria de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, alerta que não se baixe a guarda, até porque o verão só ainda vai a meio. “A situação está, de alguma forma, mais tranquila, quando comparada com o ano anterior. Estamos com bons indicadores ao nível do ataque inicial e da capacidade de resposta, mas ainda é cedo.
Temos ainda os meses de agosto e setembro, quem sabe também o mês de outubro, e veja-se o que está a acontecer nos outros países da Europa. Portanto, temos de nos manter todos focados, quer ao nível pessoal quer institucional.
O dispositivo está no terreno e pronto para reagir, sendo certo que o melhor trabalho que todos podemos fazer é garantir que não há ocorrências, pois quanto menor for o número de incêndios, menor o dispositivo vai responder e mais protegido o nosso país estará.”
Em Macedo de Cavaleiros, o dispositivo de combate a incêndios tem este ano um total de 50 operacionais, dá a saber o comandante dos Bombeiros Voluntários, João Venceslau. “Posso dizer que houve um acréscimo relativamente ao ano anterior, porque surgiu mais uma função que não tinhamos até ao ano transato (a brigada de prevenção do Centro de Meios Aéreos) para garantir que o meio aéreo que está sediado em Macedo pode operar.
Neste momento temos mais cinco elementos afetos a esse equipamento, mantendo todo o resto que tinhamos no ano transato.
Temos 50 homens e mulheres em rotatividade.”
O concelho de Macedo de Cavaleiros ainda não registou este ano uma ocorrência de maior preocupação e João Venceslau espera que assim se mantenha. “Espero que a situação se mantenha assim e se eu puder dizer, no final, que não andámos um quilómetro no combate a incêndios, ficamos todos a ganhar, o país, o ecossistema, a floresta e a instituição em despesas de manutenção, equipamentos e riscos.”
O periodo crítico de incêndios está em vigor até 30 de setembro.
Escrito por Onda Livre (CIR)