Região

Orografia complicou combate às chamas em Argozelo

Orografia complicou combate às chamas em Argozelo
  • 11 de Agosto de 2023, 10:08

O incêndio deflagrou cerca do meio dia de ontem, numa encosta do Rio Maçãs. 

O comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil das Terras de Trás-os-Montes, Noel Afonso, fala de um incêndio complexo. “Foi um incêndio com uma velocidade de propagação inicial muito violenta e desde o primeiro alerta que projectamos um grande número de meios mas, mesmo assim, não foi possível dominar na fase inicial o incêndio, que se envolveu neste local muito difícil. Há um histórico de incêndios anteriores nesta zona que tiveram o mesmo comportamento extremo. O incêndio teve início por volta do meio dia, em que a humidade era muitíssimo baixa e a temperatura muito elevada e o vento fazia sentir-se com bastante velocidade, aliado à orografia e à própria vegetação que estava nesta encostas do Rio Maçãs. Tudo isso foram factores negativos que influenciaram muito o comportamento extremo do incêndio”.

O incêndio chegou a ter duas frentes activas, uma das quais ameaçou dirigir-se à aldeia de Vale de Pena. “No local chegaram a estar mais de 220 operacionais, 18 meios aéreos, oito máquinas de rasto e mais de 70 meios terrestres. Tivemos no local dois grupos de reforço, um do Porto e outro de Vila Real e tivemos também a ajuda dos companheiros espanhóis, num número significativo. O incêndio apropximou-se do território espanhol. Estamnos em linha de fronteira, fixou muito perto da localidade de Vale de Pena, que faz fronteira com Espanha. A localidade chegou a estar na linha de promoção do incêndio, o que foi uma preocupação nossa, mas a evacuação nunca foi equacionada. Foi equacionado o confinamento que foi o que se fez”.

Dada a baixa humidade e as altas temperaturas, o ataque inicial tem que ser forte. Foi o que aconteceu neste incêndio e é o método de actuação que aqui tem sido utilizado. “Estamos numa região que, em termos de severidade, apresenta quase todos os dias dos piores valores do país. Sabemos que as condições são completamente favoráveis ao desenvolvimento rápido dos incêndios e tentamos contrariar essa adversidade com a projecção de mais meios”.

A estrada de ligação a Vimioso chegou a estar cortada por causa deste incêndio, em que se estima terem ardido perto de 800 hectares de mato.

Escrito por Brigantia

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin