Taxa de pobreza manteve-se em 2022 mas 2023 deverá revelar cenário de subida
É isto que revelam os dados oficiais, a nível nacional, segundo contou Ivone Florêncio, técnica do Núcleo Distrital de Bragança da Rede Europeia Anti-Pobreza.
Ainda assim, os próximos dados poderão revelar que este ano o cenário será diferente, comparando com 2022. “Uma coisa é certa, a situação das pessoas tem agravado, nomeadamente as que já viviam em situação de vulnerabilidade social e as pessoas que não viviam estão a viver em grandes dificuldades, tendo em conta o aumento do custo de vida, de todos os bens essenciais, da habitação, dos combustíveis, dos bens de primeira necessidade, como a alimentação. Os dados oficiais de hoje não reportam a realidade de hoje”.
Ivone Florêncio considera que a taxa de pobreza só poderá diminuir se forem tomadas medidas sérias e consistentes. “Que haja um estado social mais robusto, com aposta em políticas socias que impeçam o agravamento de vida das famílias, nomeadamente melhorar rendimentos disponíveis das famílias, fazer face à subida constante da inflação, melhorar o acesso aos cuidados básicos de todo e qualquer ser humano, nomeadamente ao nível da saúde, educação e habitação. Se não houver políticas estruturais e integradas os dados não vão melhorar”.
A técnica do Núcleo Distrital de Bragança da Rede Europeia Anti-Pobreza revelou que há cada vez mais pessoas a ter dois empregos mas que, mesmo assim, o dinheiro não chega para tudo.
Ontem assinalou-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Os últimos dados da PORDATA dizem que em Portugal há um milhão e setecentas mil pessoas em risco de pobreza. Significa que vivem com rendimentos inferiores a 550 euros mensais.
Escrito por Brigantia