Metodologia EKUI criada por transmontana para facilitar aprendizagem do alfabeto distinguida em Sevilha
O baralho de cartas com quatro formas de expressão e representação, que facilita a aprendizagem do alfabeto, venceu a quarta edição do Prémio Magallanes- El Cano. A fundadora, a transmontana Celmira Macedo, admite que não estava à espera.
“Foi uma surpresa muito grande, pensaríamos que conseguiríamos ganhar alguma das categorias, na categoria em que estávamos inscritos, na área da Educação, mas foi uma surpresa muito grande ganharmos o prémio principal”, salientou.
O objectivo é levar este método de aprendizagem do alfabeto para fora de Portugal. Esta distinção é já a prova de que esse caminho está a ser feito.
“Passo a passo toda a Europa e o mundo começam a olhar para a metodologia EKUI e a perceber o impacto que ela traz ao nível da aprendizagem das crianças”, referiu.
O EKUI surgiu para facilitar a aprendizagem do alfabeto, visto que as cartas, além de representação gráfica, têm linguagem gestual, representação fonética e braille. Um estudo feito pelas Universidades do Porto e da Beira Interior mostra que o método está a funcionar como era esperado.
“De 1300 crianças, 1000 melhoraram as suas competências ao nível da alfabetização, da comunicação e da empatia. Isto significa que a EKUI usa uma metodologia que contraria a escola pronto-a-vestir, tamanho único”, adiantou.
A metodologia EKUI já recebeu vários prémios em Portugal, mas também no estrangeiro. Agora foi distinguida com o Prémio Magallanes- El Cano, em Sevilha. Foi o primeiro projecto português a receber esta distinção. Participaram 900 candidatos.
Segundo a UNESCO, a taxa de analfabetização em todo o mundo aumentou, devido à guerra, à pandemia e a dificuldades financeiras.
Escrito por Brigantia