Bombeiros não vão começar já a cobrar tempo de espera de macas retidas em hospitais
De acordo com o presidente da Federação Distrital dos Bombeiros, Diamantino Lopes, é preciso perceber primeiro a quem será cobrada a taxa. “O primeiro problema era a quem facturar. Facturavamos ao INEM ou aos hospitais? E, portanto, havendo essa falta de clarificação relativamente a quem apresentar a factura foi decidido reflectir melhor sobre ela e pedir reunião com o conselho executivo da saúde para que as coisas fossem resolvidas”.
A medida está suspensa pelo menos até dia 18, quando os bombeiros reunirão com o INEM para perceber que outras estratégias podem ser adoptadas para que não seja feita a cobrança das macas retidas. “Uma delas era haver uma linha verde para as ambulâncias INEM, que quando chegassem aos hospitais pudessem os doentes serem de imediato atendidos e as macas libertadas e a outra era que os hospitais tivessem um stock de macas, compatíveis com as nossas, sendo possível largar a nossa e pegar numa das que lá estavam ou, no limite, transferir o nosso doente para uma maca do hospital”.
Diamantino Lopes lembra que, também na região, os bombeiros chegam a estar à espera das macas nos hospitais algumas horas. “Houve aqui dois ou três dias que no distrito também houve constrangimento e esse constrangimento não é só por causa deste conflito mas também por causa do pico de gripes desta época do ano”.
Os bombeiros querem passar a cobrar 50 euros, por cada duas horas, que as macas ficam retidas nas urgências hospitalares. No entanto, aguardam até nova reunião para decidirem se avançam com a medida.
Escrito por Brigantia