Presidente da câmara de Bragança quer solução rápida para o problema do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros
Em causa está a aeronave ter mais dimensões que a anterior. Hernâni Dias afirma que não foi acautelado o socorro da população, uma vez que agora a aeronave tem de aterrar no aeródromo, a mais de 10Km do hospital. “O socorro à população fica seriamente comprometido com esta solução que agora nos apresentaram. O socorro deve ser garantido imediatamente quando há necessidade de o fazer e por isso é que se trata de um transporte aéreo, que é para chegar muito mais rápido aos locais. Neste caso concreto há, de facto, esta falha enorme porque sabemos que um segundo salva vidas ou deixa que as vidas desapareçam”.
O autarca diz que foi pedido que o helicóptero aterrasse no estádio municipal, ao lado do hospital. No entanto, Hernâni Dias explica que essa solução não é funcional e traria estragos. “Se o heliporto estava certificado para um helicóptero mais pequeno não permite que aterre lá um helicóptero maior que diremos de um estádio municipal que nunca teve certificação para nada. Se é por falta de certificação não faz sentido nenhum o argumento. Analisamos convenientemente aquilo que nos foi solicitado e temos ali vários problemas, ao nível do estádio, neste momento, em período de Inverno, está completamente encharcado e qualquer aeronave que ali vá vai enterrar-se completamente e vai provocar danos gravíssimos na infraestrutura, como é lógico”.
O presidente quer que seja encontrada uma solução rapidamente e que não ponha em causa o socorro da população. “Eu não sei. Eu não sou especialista nem tenho conhecimentos técnicos para a apontar uma solução, mas espero que haja alguma que garanta, pelo menos, o mesmo nível de socorro à população que já existia e que não fiquemos prejudicados”.
O Sindicato dos Profissionais da Aviação Civil alerta que a impossibilidade do helicóptero do INEM, sediado em Macedo de Cavaleiros, não poder aterrar nos heliportos dos hospitais de Bragança, Mirandela e Maçarelos faz com que o tempo de transporte de doentes entre hospitais demore, em alguns casos, mais 50 minutos e pode mesmo resultar em mortes.
Escrito por Brigantia