Preço do pão voltou a subir
O preço do pão voltou a subir, este ano face ao aumento dos custos de produção, nomeadamente da farinha. E tendo em conta que a principal matéria-prima do pão está sempre a subir ou a descer, um cêntimo ou dois, o pão também se mantém constantemente com preços mais elevados, ano após ano, explica Inês Araújo, proprietária, de uma padaria, em Mirandela. “Mas não é só a farinha que faz com que o preço aumente. É também o gás, é a água, é o azeite para as bolas”.
Inês Araújo conta que, já há pessoas com dificuldade para conseguirem comprar o pão, mas, no geral, continuam a comprar para o dia-a-dia e ainda mais agora na época das alheiras. “Conheço gente que já não pode comprar o pão. Mas, a esses, eu própria faço questão de lhes oferecer para terem alguma coisa para comer”.
À medida que os mirandelenses circulavam pela rua na parte da manhã, à hora habitual de comprarem o pão para o resto do dia, muitos falavam em preços impossíveis no geral. “Quer queiramos, que não, as pessoas precisam de comer. Não temos por onde fugir”.
Ainda no concelho de Mirandela, Dora Andrade, faz alheiras para venda, ainda de forma caseira e tradicional. Em conjunto com a mãe, a produtora partilha as dificuldades crescentes que enfrenta na produção deste tradicional enchido e considera até voltar a cozer pão de forma tradicional. “Antigamente a minha mãe e a minha avó coziam o pão em casa para fazerem as alheiras. Além de ficarem melhores também acabava por ficar um bocado mais barato. Eu já comecei a pensar em fazer a mesma coisa. Dá mais trabalho, mas pode ser uma solução para isto ficar mais fácil”.
O aumento dos custos dos ingredientes essenciais estão a obrigar a uma reavaliação dos métodos de produção. O aumento dos preços do pão, que é um componente fundamental na elaboração das alheiras, tornou-se um dos principais impulsionadores deste dilema.
Escrito por Brigantia