Planos de erradicação de doenças animais atrasados levam câmara de Bragança a pedir resolução imediata ao Governo
O município de Bragança não compreende o atraso da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária e, por isso, aprovou, em reunião de câmara, uma tomada de decisão, para enviar a várias entidades, nomeadamente ao Presidente da República e Primeiro-Ministro.
O autarca de Bragança, Hernâni Dias, diz que é incompreensível que desde o começo de Janeiro se esteja sem colheita de amostras, prevendo-se que a situação se prolongue até ao final do primeiro trimestre do ano. “Houve o lançamento do concurso no dia 17 de Dezembro, o que inviabilizou que o trabalho de recolha de sangue, para depois ser analisado, fosse feito a partir do começo do ano. Era completamente impossível que esse procedimento concursal estivesse concluído no dia 1 de Janeiro. Sabemos que o Governo tentou emendar a mão, e deu instruções no sentido de garantir que as situações de emergência fossem resolvidas, mas a verdade é que os nossos criadores estão preocupados, porque o trabalho que nos anos anteriores era feito agora não o está a ser, em virtude de o concurso não ter sido lançado atempadamente”.
A situação põe em causa o cumprimento do Plano de Erradicação para 2024 e, consequentemente, a sanidade animal e, em última instância, a saúde pública. “Pode haver animais doentes. Não há controlo sobre as doenças e a nós preocupa-nos o facto de, para além da sanidade animal, pode ser colocada em causa a saúde pública, que é a situação mais grave que pode acontecer. Se alguma situação mais gravosa acontecer alguém tem que assumir responsabilidades, fruto desta inércia, que levou a que o concurso não fosse lançado a tempo. Estamos a falar da DGAV mas a DGAV depende directamente de alguém, d euma entidade superior, que é o Governo”.
A câmara de Bragança exige ao Governo a apresentação imediata de soluções, que permitam a realização de análises, e não apenas de situações tipificadas como urgentes.
Escrito Brigantia