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Presidente da Câmara de Bragança começou a ser julgado

Presidente da Câmara de Bragança começou a ser julgado
  • 16 de Abril de 2013, 14:58

O caso arrasta-se há cinco anos, altura em que o juiz desembargador, Marcolino de Jesus, se queixou de discriminação e de decisões judiciais, que alegadamente não foram cumpridas pelo autarca.
O juiz terá sido impedido pela autarquia de guardar o avião pessoal no hangar do aeródromo municipal, utilizado pelo Aeroclube de Bragança e por outros pilotos amadores.
Os crimes de que o presidente da Câmara é acusado são punidos com penas de prisão ou multa e também podem ter como pena acessória a perda de mandato.
Ontem Jorge Nunes apresentou-se no Tribunal de Bragança tranquilo e negou ter desrespeitado qualquer ordem do Tribunal.

GNR teve que intervir

“Com plena tranquilidade. Este processo tem origem numa hangaragem feita pelo dr. Marcolino sem autorização do director do aeródromo. É minha convicção que todos os procedimentos dos trabalhadores, do director do aeródromo, assim como do presidente da Câmara, respeitaram a legalidade. Foram feitos sem intenção de prejudicar absolutamente ninguém, por isso não me parece que haja razões para preocupação”, sublinha o edil.
Marcolino de Jesus, antigo adversário político de Jorge Nunes, nas autárquicas de 2005, pede uma indemnização de 37.500 euros.
De recordar que a Câmara de Bragança foi, entretanto, condenada a indemnizar o juiz desembargador pelos prejuízos causados, na sequência do mesmo caso, mas num processo administrativo.
O queixoso avançou com uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, acompanhada de uma providência cautelar, que foi aceite e obrigava a autarquia a aceitar o avião no hangar.
Porém, a 14 de Novembro de 2008, foi ordenada a intervenção da GNR, para fazer cumprir a decisão, por alegadamente o município não o ter feito voluntariamente.

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