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Trutas reforçadas na albufeira da Serra Serrada

Trutas reforçadas na albufeira da Serra Serrada
  • 14 de Março de 2013, 09:43

Esta área de pesca está concessionada à Associação de Caça e Pesca Amigos de Montesinho (ACPAM), que reforçou a quantidade de peixe na barragem a cerca de três semanas do início da época de pesca nesta área protegida.
O técnico responsável pela cinegética e pesca na área de Montesinho, António Coelho, garante que as espécies utilizadas no repovoamento são características da região.
“Tentamos preservar aquilo que é autóctone. É a truta fário, que é a nossa truta, e é a única com que se pode repovoar. É o próprio Estado que cria esta truta, com as normas de segurança e higiene que são necessárias para esta área protegida. E assim acautelamos também os interesses dos pescadores”, realça o responsável.
As trutas vieram dos viveiros do Marão, tendo em conta que os viveiros do Baceiro e de Prado Novo, no distrito de Bragança, foram desactivados.

Taxas precisam
de ser actualizadas

O presidente da ACPAM, Norberto Garcia, não tem dúvidas de que este repovoamento vai contribuir para que venham mais pescadores a Montesinho.
“Nós estamos numa área abrangida pelo parque e como tal só podemos abrir a pesca dia 31. Daí que nós já queríamos ter feito o repovoamento antes, mas só agora foi possível. No entanto, com esta água gelada penso que elas se vão habituar e de certeza que vai ser um ano com muito êxito, tanto para os pescadores espanhóis, que procuram muito este local, como para os pescadores do concelho. Toda a gente que venha aqui é bem recebida”, garante Norberto Garcia.
As taxas de pesca nesta zona oscilam entre um euro e meio, para residentes e naturais da freguesia de França, e os 4,98 euros para os restantes pescadores. Os sócios da ACPAM podem pescar nesta zona de forma gratuita.
Norberto Garcia lembra que estes valores já se mantém há décadas e pede ao Governo que actualize as taxas para que as associações possam garantir os repovoamentos adequados.
“As taxas deviam ser actualizadas para haver mais pesca. Aqui temos que gerir muito bem os parcos recursos que temos, porque isto não é para ganhar dinheiro, mas também não poderá ser para perder”, conclui o presidente da ACPAM.

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